Da Redação



"Os órfãos de Deus"

Ronaldo Pereira Rodrigues

07-02-2020
Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu:
"que fôssemos chamados filhos de Deus, o que de fato somos"
João 3:1

Algumas pessoas se dizem atéias, ou seja, que não acreditam em nada a não ser naquilo que estão na mira dos seus olhos ou que a ciência pode explicar.

Ainda carece, para elas, a germinação da semente nata que o Pai colocou em seus corações, muitas vezes obscurecidas pelas sombras do orgulho, pela escuridão do egoísmo ou pela fome da vaidade, onde se julgam diferentes, talvez superiores.

Mas nenhuma delas está longe da vista do Pai.

Nenhuma delas estará isenta do abraço misericordioso do Senhor dos mundos.

Somos todos filhos de Deus, queiramos ou não. Ele é e será sempre nosso Pai, sempre olhando por nós, porque sabe das carências e das imperfeições que ainda carregamos.

Ainda nesse mundo de provas e expiações, necessitamos muito de Suas benções e misericórdia, para que possamos fazer cada dia mais, germinar e florescer a semente que Ele plantou dentro de nós.

E nessa busca incessante, de tentar entendê-Lo, a ignorância que ainda habita em nós, nos distancia Dele, mas Ele é Pai, nos entende e perdoa, buscando nos colocar no caminho de volta, nos momentos de dificuldades e sofrimentos, nos fazendo ver coisas que passaram despercebidas; outras vezes, colocando pessoas no nosso caminho, que nos servirão de exemplo e darão um norte moral a nossas vidas.

O Cristo foi o maior desses exemplos e mesmo assim, Ele não conseguiu convencer a todos, mas nem por isso, desistiu de nós e está sempre ao nosso lado, quando oramos a Deus.

O Pai espera que depois de termos percorridos tantas encarnações, tantos mundos, aprendendo tantas coisas, voltemos aos seus braços, não como filho pródigo necessitado de perdão, mas como filho bendito que conseguiu cumprir a Lei de Justiça, Amor e Caridade.

Talvez nesse dia, entendamos realmente a sua verdadeira grandeza.

Enquanto estivermos andando pelas portas largas dos vícios e ilusões do mundo, nos afastamos cada vez mais da Sua presença.

Mas podemos ter a certeza de que Ele nunca se afasta de nós, pois sabe que tudo isso também faz parte do aprendizado.

Acredito que ainda estamos na infância do espírito, porque cometemos tantos erros pueris perante a moralidade cristã que não vejo outra justificativa.

Tomamos tantos choques da dor e do sofrimento, caímos tantas vezes devido às pedras tão pequenas nos caminhos e acima de tudo, a ignorância do verdadeiro significado de 'amar ao próximo'. Amar incondicionalmente, perdoar incomensuradamente, fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam, orar pelos que nos perseguem e ter fé verdadeira e robusta.

Talvez assim, um dia, consigamos ser merecedores desse nobre título e chamados 'filhos de Deus', jamais órfãos.



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