Vladimir Polízio



FINADOS

31-10-2011

A partir do ano 1009 a Igreja católica introduziu a obrigatoriedade de se dedicar um dia por ano aos mortos. Porém foi somente em 1200, que o dia 2 de novembro foi oficialmente adotado, permanecendo até os dias atuais, enquanto que o dia 1º do mesmo mês fica por conta da homenagem que se presta a todos os que morreram em estado de graça mas não foram canonizados, isto é, não foram reconhecidos como santo.

No Espiritismo não se cultua datas simbólicas, especialmente as que nos referimos, mesmo porque os locais que abrigam os corpos (cemitérios), não são os mais indicados para que os espíritos ali permaneçam ou entrem em sintonia conosco.

Naturalmente que nessas ocasiões os espíritos sentem-se mais atraídos e motivados. A razão é lógica, pois os fluidos vibratórios, essa força invisível que nos impele a tudo, se faz presente em volume acentuado, devido às orações dirigidas aos entes amados que se acham no outro lado da vida. São eles próprios que reconhecem sentirem-se mais sensibilizados com o que o dia lhes proporciona. Sobre o bem estar e a alegria dos que lá se encontram, afirmam: “Muito mais do que podeis supor. Se são felizes, essa lembrança lhes aumenta a felicidade; se são infelizes, são para eles um alívio”. E vão mais além: “Nesse dia estão aí em maior número, porque existem mais pessoas que os chamam, mas cada um vem por causa dos seus amigos e não pela multidão dos indiferentes.”

Como a questão fluídica é importantíssima, os espíritos vibram com intensidade maior, chegando a afirmar que “Esta semana é uma época de confraternização entre o Céu e a Terra, entre os vivos e os ‘mortos’; deveis vos ocupar de nós mais particularmente, e de vós também; os vossos pensamentos, as vossas preces, ali estão conosco”.

E sobre questionamentos no sentido de saber se todos os espíritos se acham em estado de necessidade, o entendimento é puramente racional, pois, reconhecem os Mensageiros divinos que o Criador reparte igualmente o resultado das orações, que como sabemos são correntes eletrizadas enviadas por nossos pensamentos ao infinito, com outros que delas necessitem.

Este poema complementa o que se passa nessas paragens terrenas:

             
ALVORADA

Olha só quantas flores no chão,
Nesse campo onde é só solidão,
É o berço, o lar derradeiro
Da armadura do nobre guerreiro!

Esse marco final da estrada
Sinaliza o romper da alvorada;
Desce o homem, eleva-se a luz,
É a alma que sobe a Jesus!

Olha só quanta gente que vem
Lamentar a ausência de alguém,
Vem chorar o irmão que partiu,
É saudade, é tristeza é vazio!

Tudo é bênção que muda e transforma,
É o prelúdio, o bom filho que torna;
Desce o homem, eleva-se a luz,
É a alma que sobre a Jesus!

Eu, disse o Mestre,
Sou o Caminho, a Verdade e a Vida,
E só por mim, Nosso Pai dará guarida!
Eu, disse o Mestre,
Levo consolo ao coração aflito,
Quem crer em mim viverá, será bendito!

Vladimir Polízio
polizio@terra.com.br

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