Vladimir Polízio



Não se assuste, mãe

21-05-2018

Ao longo de nossa existência ouvimos e vemos muita coisa referente à vida ou às pessoas, mas nossos sensores auditivos e óticos apenas e tão somente captam esses sons e imagens que nos chegam, sem contudo dar-lhes algum valor ou mesmo a importância que hoje merecem. Isso é natural, pelo menos com a grande maioria, pelo fato de ainda não estarmos devidamente preparados para certos assuntos.

Na medida que os conhecimentos vão se somando à mente, com o passar do tempo e sendo do interesse, os esclarecimentos acontecem nos momentos oportunos.

Este é um desses assuntos, que em meio a tantas outras notícias envolvendo crianças (nem todas, é verdade), que por desinteresse nos escapam pode ser citado como exemplo.

O que a maioria das mães consideram, por total desconhecimento de causa, é o fato de que alguns desses pequenos, justamente pela infantilidade e inocência que trazem consigo, apresentam comportamentos próprios dessa fase.

‒ São bobinhos, mas criativos; dizem as mães ‒ alegam possuir amiguinhos, dão-lhes nomes, conversam e até brincam com eles . O pior de tudo é que são invisíveis! Coitadinhos; isso já é demais!

Chegam a contar casos de crianças que quando são chamadas para tomar a sua refeição, pedem para ficar mais um pouco com "Fulano", que acabou de chegar ou que está indo embora, isso quando não dizem que "Beltrano" e "Cicrano" vão participar do lanche, etc... São casos e mais casos que ocorrem diariamente sem que se perceba embutido no assunto, algo de extrema importância real na existência inicial dos que chegam à Terra, pelo nascimento. Essa é uma das provas da presença de espíritos junto aos encarnados.

Sem explicações para alguns, especialmente os incrédulos, esse fenômeno é um fato reconhecidamente verdadeiro, cercado não de mistérios como muitos querem, mas de um processo natural de apoio ao espírito reencarnante, uma ajuda àquele que está ingressando no cipoal da existência física; na verdade, um suporte necessário e importante, uma vez que os que dela saem, pela morte, também são auxiliados pelos espíritos quando do reingresso na esfera espiritual. O processo é igual. Ninguém que por aqui chegue ou parta, estará sozinho, sem o amparo dos espíritos que se encarregam desses dois fenômenos naturais da vida que conhecemos. Além dos responsáveis, também outros se fazem presentes em nome da solidariedade, cujos laços de simpatia, respeito ou amor se acham ligados ao espírito que chega ou ao que parte do nosso meio. Enfim, mesmo invisíveis aos nossos olhos, esses irmãos solidários são constantes na vida de cada ser que se acha a caminho, creia ou não, este é um dos mecanismos da vida. O apoio existe sempre, porém nem sempre a visão se torna possível.

Isso não significa que a criança tenha, necessariamente, mediunidade, pois esse processo permanece desde o nascimento até a idade de 7 anos, pouco mais ou pouco menos, quando estará plenamente consolidado o procedimento da reencarnação. A partir de então, a visão infantil se enfraquecerá e o seu protetor continuará em sua assistência, mas à distância. Há os casos excepcionais em que a criança prossegue nessa condição de vidente, tornando-se médium, qual seja, intermediando os dois planos da vida.

O soneto Eu sempre vejo! homenageia a visão infantil dos recém-chegados à Terra:



Eu sempre vejo!

‒ Eu sempre vejo! diz a criança inocente 
Numa felicidade incontida!
‒ Loucura! reage a mãe espavorida, 
Antevendo a filha demente!
		
‒ Como poderei compreender, 
Que meu anjinho adorado, 
Possa estar equivocado, 
enxergando o que não posso ver?

‒ Acalme-se mãezinha zelosa! 
Clama uma voz silenciosa, 
com o nome de intuição!

‒ Toda Alma que chega à Terra, 
Só depois de certo tempo que encerra, 
O processo da reencarnação!...

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Vladimir Polízio

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