Da Redação



"A paranóia do momento"

Vladimir Polízio

05-4-2020

Este trabalho surge em razão do aparente quadro desolador que se desenrola frente aos nossos olhos. Certas catástrofes ou pragas previamente anunciadas ou mesmo aquelas que de surpresa surgem em certos momentos da vida, trazem considerável desconforto e também desequilíbrio comportamental, levando em conta que os resultados nem sempre tem a ver com a as previsões, pois mudam radicalmente o cotidiano, como é o caso que ora vivenciamos.

Sempre soubemos que a teoria é diferente da prática e, na vida prática, somos testemunhas de que ela nunca é exatamente igual à teoria, pois esta aceita tudo enquanto que a outra, a prática, é a que traz a 'verdade verdadeira'.

Estamos naturalmente falando desses momentos de expectativa vividos por cada pessoa, seja no campo da religião, de seus conceitos, de seus valores, de sua confiança e de seus conhecimentos.

Os cristãos e espiritualistas de um modo geral adotam vários sistemas de esclarecimentos, sempre mais atrelados à vida material que a espiritual, para poderem se nortear diante de quaisquer desequilíbrios, sejam estes de cunho pessoal, familiar, social, econômico, etc...

Mas, quanto aos espíritas, e aqui me permito uma consideração especial, levando em conta a realidade com que a Doutrina expõe com sua clareza todos os fatos e ocorrências possíveis de serem enfrentadas, alguns, possivelmente por não terem compreendido a lição recebida, estão se comportando como se os problemas ora vividos na Terra e por toda a Humanidade, estão surgindo em razão do despertar de forças cegas.

Nosso dever, o do espírita especialmente, é manter a serenidade em quaisquer circunstâncias e a qualquer custo, seja expressando o controle num simples diálogo ou nos cuidados com os assuntos relacionados com a morte, pois além de nós alguém está dependente de nós e de nossos atos. Agir com calma, firmeza, lucidez e temperamento comedido são pontos de fundamental importância e só contribuem para equacionar dificuldades ou conflitos, sejam para nós ou para os outros.

No tocante ao Coronavírus ou Covid19 todo o cuidado deve ser aplicado como a higiene, o contato físico e outras providências exaustivamente propaladas pelas autoridades da área de saúde, algumas aliás, que já deveriam fazer parte da vida cotidiana de todos.

Uma verdade é certa. Prega-se por mudanças, por reclassificação de mundos ou de categorias, transição planetária, transformação da Terra, regeneração do planeta, de pessoas, etc...

Essa anunciada pandemia não faz parte de conversas ou de preleções, mas sim de algo catastrófico, com previsões dolorosas, como a da existência de poucos leitos, balões de oxigênio limitados, necrotérios lotados e sem espaço, medicações ineficientes, restrições para todas as faixas etárias, demissão de empregos, fechamento de empresas e outras coisas mais. Procedimentos nunca antes realizados estão sendo urgentemente colocados em atividade e provocando reações diferentes em muitos que, por falta desse necessário conhecimento, se sentem como alguém sem crença, sem aceitação, sem conformação, sem entendimento, sem nada consistente que possa se apegar, mesmo reconhecendo que tudo está sendo feito na Terra para o reequilíbrio da situação e que não se trata de uma ficção mas de uma realidade. Esses agem como desesperados, o que não poderia acontecer, pois apenas estão vivendo um momento real do que conheciam apenas em obras ou por ficção.

Complicações que caminhem para a desordem psíquica com reações desequilibradas somente trarão prejuízo à solução de qualquer problema, em todos os sentidos.

Convém repensar sobre o assunto e não fugir de certas responsabilidades, nem para mais e nem para menos, seja consigo mesmo ou com o grupo que você abriga em seu coração.

Oremos para nós próprios e em benefício dos próximos, para que se fortaleçam em espírito e ânimo para enfrentar com firmeza esses difíceis momentos.

O que estiver nos planos da espiritualidade ocorrerá, independente de nossa interferência e disso não se tem dúvida alguma.



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