Antônio Sávio de Resende - Tonhão



Amor para amar

08-12-2016

O amor para amar criou o maior prodígio do mundo.

Tudo aconteceu com o Eterno Amigo da Humanidade, considerado, em seu tempo, na condição de companheiro vulgar.

Não possuía Ele o mínimo recanto, em que pudesse repousar a cabeça, no entanto, inspirou o levantamento da mais elevada civilização de todas aquelas que já existiram na Terra.

Não escreveu página alguma, a não ser curta frase na areia, quando defendia pobre mulher sofredora, contudo, até agora, suscita a formação dos livros mais belos do gênero humano.

Não participou das administrações públicas, mas solucionou com simplicidade o problema do relacionamento entre governantes e governados, ensinando aos semelhantes que se deve "dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Não lecionou penalogia, no entanto, em favor da paz e da felicidade entre as criaturas, aconselhou o perdão das ofensas e, sob a luz de suas lições inolvidáveis, os férreos cárceres da antiguidade, pouco a pouco, estão sendo transformados em escolas de trabalho e reeducação.

Não militou na medicina e, até hoje, cura as almas doentes ou conturbadas pelo poder da fé e através da prática do amor.

Nunca pediu medidas de solidariedade compulsória, entretanto, em seus exemplos, acendeu a chama da caridade, plasmando as obras da assistência social que honorificam a vida terrestre.

Na exposição das idéias renovadoras que trazia, além do diálogo aberto com os discípulos e acompanhantes, incluindo mulheres e crianças desprotegidas, se realizou algum comício de grandes proporções, esse foi aquele do Sermão da Montanha, no qual reuniu os estropiados e os enfermos, os aflitos e os infelizes, entregando-lhes as palavras inesquecíveis do mais alto documento da Humanidade, consagrando os valores da paciência e da compreensão, da misericórdia e da humildade.

Era ele tão forte que nunca se rendeu às sugestões sombrias dos perseguidores e tão sensível que chegou a chorar sobre o túmulo de um amigo morto.

Esse Homem que tudo deu de si às criaturas da Terra, transmitindo-lhes o que Deus lhe doara, que aparentava a fragilidade dos seres humanos e transportava consigo a grandeza dos anjos tem o nome de Jesus Cristo.

Conquistadores diversos do Planeta sempre desceram do fastígio do poder para as grandes transformações, entretanto, Ele se engrandece, cada vez mais, de século para século.

E, há quase dois milênios, a Sua mensagem é a Esperança dos Povos e a Sua presença divina é a Luz das Nações.

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Do livro Tesouro de alegria, de Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier.

Por Antônio Sávio de Resende – Tonhão email’s: asavio921@uol.com.br; asavio@uaivip.com.br; asavio.fcvv@gmail.com;asavio13@uol.com.br;


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