Da Redação



OPINIÕES SOBRE A JUVENTUDE

Cada mensagem psicografada é antecedida pelas explicações do médium Francisco Cândido Xavier sobre a reunião em que ela foi obtida e os motivos que a determinaram.

Em nossa reunião pública O Evangelho segundo o espiritismo nos ofereceu para estudo o item 9 do capítulo XIV, referente ao problema da indiferença dos filhos para com os pais terrestres e O Livro dos Espíritos nos deu a questão nº 264 sobre a escolha de provas e rumos feita pelo espírito antes da sua reencarnação.

Estabeleceu-se o diálogo entre vários pais e mães presentes à reunião, de permeio com as dissertações evangélicas pelos irmãos que se incumbem dessa tarefa. A troca de pontos de vista foi pacifica, mas muito ardente.

As opiniões sobre a juventude foram as mais diversas.

Como de hábito, Emmanuel escreveu ao término do nosso encontro a página a que deu o título de “Jovens Difíceis”:

JOVENS DIFÍCEIS

"Terás talvez contigo jovens difíceis para instalar convenientemente na vida.

Inquestionavelmente, é preciso apoiá-los quanto se nos faça possível.

Capacitemo-nos, porém, de que ampará-los não será traçar-lhes a obrigação de copiar-nos os tipos de felicidade ou vivência.

Claro que não nos compete o direito de abandoná-los a si próprios quando ainda inexperientes.

Entretanto, isso não significa devamos destruir-lhes a vocação, furtando-lhes a autenticidade em que se lhes caracteriza a existência.

Sonharemos para nossos filhos, no mundo, invejável destaque nas profissões liberais com primorosas titulações acadêmicas, mas é possível hajam renascido conosco para os serviços da gleba, aspirando a adquirir duros calos nas mãos a fim de se realizarem na elevação que demandam.

De outras vezes ideamos para eles a formação do lar em que nos premiem o anseio de possuir respeitáveis descendentes.

No entanto, é possível estejam conosco para longas experiências em condições de celibato, carregando problemas e provas que lhes dizem respeito ao burilamento espiritual.

Às vezes, gritamos revoltados contra eles, exigindo nos adotem o modo de ser.

Frequentemente, porém, se isso acontece, acabamos por perdê-los em mãos que lhes deslustram os sentimentos ou lhes estragam a vida, quando não os empurramos, inconscientemente, para a furna dos tóxicos ou para os despenhadeiros do desequilíbrio mental com que se matriculam nos manicômios.

Compadece-te dos filhos que pareçam diferentes de ti.

Aceita-os como são e auxilia a cada um deles na integração com o trabalho em que se façam dignos da vida que vieram viver.

Ampara-os sem imposição e sem violência.

Antes de te surgirem à frente por filhos de teu amor, são filhos de Deus, cujo Amor Infinito vela em nós e por nós.

Ainda mesmo quando evidenciem características inquietantes, abençoa-os e orienta-os, quanto possível, a fim de que se mantenham por esteios vivos de rendimento do bem no bem comum.

E mesmo quando não te possam compartilhar do teto e se te afastem da companhia, a pretexto de independência, abençoa-os mesmo assim, compreendendo que todos nós, desde que nos vinculemos à ordem e ao trabalho no dever que nos compete, sem prejudicar a ninguém, desfrutamos por Lei Divina o privilégio de descobrir qual é para nós o melhor caminho de agir e servir, viver e sobreviver."


Na Era do Espírito, de Emmanuel, com psicografia de Francisco Cândido Xavier.


"O que sentes revela o rumo para onde te diriges; o que pensas te aponta o lugar em que te encontras; o que falas indica o que sabes; o que fazes mostra quem és" - De Emmanuel, por Chico Xavier.

Por Antônio Sávio de Resende – Tonhão - email’s: asavio921@uol.com.br; asavio@uaivip.com.br; asavio.fcvv@gmail.com; asavio01@uol.com.br; asavio20@uol.com.br



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