UM ESTRANHO CONHECIDO

(Ronaldo Pereira Rodrigues)



Ele chegou de repente sem ser percebido
E sutilmente se apossou do que se achava dono
E se acomodou no que talvez não fosse seu.
Aos poucos foi se alimentando 
e consumindo o alheio ao seu labor...
Foi crescendo e se transformando, 
invadindo e possuindo
E, sem notar, se fez envolvido.
Causou dor e até tristeza, 
distorcido em sua beleza,
Algumas vezes fez das lágrimas seu regalo,
Outras vezes do sofrimento seu agasalho.
No desencanto pediram-lhe que se afastasse,
Pois da alma ouvira confidências.
Para os desesperados virou ilusão, 
Para os loucos transformou-se em passional. 
Sem querer tentaram expulsa-lo,
Muitos até banalizaram-no.
Outros sem rostos, desprezaram-no.
Mas faça sol ou caia a chuva,
Na primavera ou na tempestade,
Na alegria ou no lamento,
Ele está sempre presente,
Independente da nossa vontade,
Do berço à puberdade, na velhice ou mocidade,
Por ser a única e certa verdade.
E por estar sempre ao nosso lado,
Mesmo que não seja convocado,
Ninguém escapa ao seu doce chamado;
O AMOR nunca nos deixa desamparado!
      

                                                             


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