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"ORAR É ACESSAR O PORTAL DIVINO"

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22-11-2019

Cuidar apenas e tão somente do corpo físico é um dever natural do ser humano, uma vez que a manutenção e os meios empregados para esse objetivo é de responsabilidade exclusivamente pessoal, como também o é a questão da saúde espiritual. De nada adiantará apenas cuidar da matéria, porquanto o espírito, por ser a base de tudo, torna essa atenção fundamental. Tanto é importante controlar um, quanto o outro; são dois campos de defesa que precisam estar ativados e muito bem cuidados.

Desde quando nascemos e ao longo da existência, poucas são as famílias que se preocupam com o ensinamento religioso passado aos filhos. Ensinam pequenos gestos à criança no tocante à necessidade do respeito a Deus e de fazer a oração do Pai Nosso ao deitar-se. Com rara exceção, os pais nada mais passam aos seus filhos a esse respeito.

Na medida que essas crianças vão crescendo, vão igualmente se distanciando dessa "obrigação", por assim dizer, imposta pelos pais. Uma vez afastados e convivendo com outras crianças e jovens nos círculos de atividades a que se vinculam, outros pensamentos vão penetrando a mente e se desenvolvendo de acordo com a velocidade dada ao interesse de cada assunto e a questão da religião começa a ficar em compasso de espera, aguardando o momento apropriado ao seu momento.

Quando alcançam a idade que se situa entre os 14 e 18 anos, período em que se instala a personalidade, sem rigor, podendo ser um pouco menos ou um pouco mais desse tempo, nessas crianças agora jovens começarão a despontar o caráter e os novos conceitos que trazem, justamente pela manifestação do espírito encarnado que começa a mostrar-se a que veio, deixando entrever seu interior, o qual nem sempre estará em sintonia com os preceitos defendidos quer pelo pai, quer pela mãe ou por qualquer outro ascendente familiar.

Assim é o espírito, independente em maneiras e pensamentos. Portanto, não é correta a afirmação que se faz em referência a filho ou filha, por exemplo, quando se diz: "Tal mãe tal filha" ou "Tal pai tal filho", ou, ainda, "Filho de peixe peixinho é". Neste último caso podemos até concordar com a afirmativa dessa frase pois que, pela genética, está correta, não podendo ser diferente; mas no quesito personalidade, nunca serão iguais, isso em todas as espécies; poderão ser, quando muito, dotados de algumas virtudes ou defeitos. Assim é com os irracionais, cujo processo é o mesmo, não se herda dos pais senão os traços da matéria.

Assim sendo, ao longo do tempo, cada um poderá ou não sentir-se atraído das mais variadas maneiras para conhecer e vincular-se ao aprendizado religioso cujos princípios poderão proporcionar ao interessado os esclarecimentos e diretrizes necessários ao desenvolvimento espiritual e da própria vida.

Como espírito que somos, mas encarnados, não há como desvincular-se da origem, uma vez que viemos de algum lugar e para algum lugar teremos de regressar.

Nesse sentido a Doutrina Espírita oferece conhecimento e esclarecimentos para o bem-estar que se busca . A preocupação é com o lado moral, com a preparação das pessoas para o enfrentamento dos desafios que a existência oferece (que não são poucos) e o ensinamento dos mecanismos dessa vida, que nos parece tão natural, mas plena de detalhes.

Mas como conseguir a defesa espiritual? Como adquirir o antídoto contra as forças devassadoras do mal?

O primeiro caminho será a introdução desse novo compromisso: o hábito de orar.

A oração é o fio invisível através do qual nos comunicamos com esse Universo infinito, abrindo o centro coronário, sede da mente e deixando o cérebro, através da poderosa glândula pineal, comunicar-se com as forças invisíveis do Alto e receber a luz correspondente às vibrações de amor, de saúde e de paz, em permuta de permanente energia guiando nossos passos com o amparo e segurança necessários enquanto estivermos em trânsito neste campo de provas e expiações.

"A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai" (1).

"Os Espíritos sempre disseram: A forma não é nada, o pensamento é tudo" (2).

"Faça cada qual a sua prece de acordo com as suas convicções e sentimentos, da maneira que mais lhe agrade, pois um bom pensamento vale mais do que numerosas palavras que não tocam o coração" (3).


AQUI, É A CIÊNCIA COMPROVANDO A QUESTÃO DA SINTONIA

No ano de 2006 a Ciência comprovou que bilhões de neurônios entram em atividade compulsiva através da simples concentração do cérebro. Muito se falou e se mostrou a respeito de eletrodos ligados à cabeça de pessoas tetraplégicas. Esses fios levam as vibrações às mãos ou braços biônicos a eles ligados que atendam aos impulsos do pensamento. Com esse maravilhoso resultado constatou-se então que os bilhões de neurônios, estando o cérebro em atividade, emitem, de fato, descargas positivas constantes, as quais formam poderoso campo eletromagnético cujo fluido resultante é o condutor do sentimento que lhe deu origem.

Embora essa descoberta científica esteja ligada a outros interesses, veio comprovar o que Allan Kardec já havia dito n'O Evangelho segundo o Espiritismo, em sua primeira edição em Abril do ano de 1864: "A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral".

Também é do Codificador este pensamento: "O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se encontra na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação" (4).

"Não esqueças, pois, que o culto à prece é marcha decisiva. A oração renovar-te-á para a obra do Senhor, dia a dia, sem que tu mesmo possas perceber" (5).

"É indispensável compreender que a oração opera uma verdadeira transfusão de plasma espiritual, no levantamento de nossas energias" (6).

"O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso é necessário imaginar todos os seres encarnados e desencarnados mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na Terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, se encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um ponto a outro, transmitindo o pensamento como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem.

Levando em conta que a oração ou a prece é uma invocação, por ela nos colocamos em sintonia mental com o ser a que nos dirigimos. Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou um louvor. Podemos orar por nós mesmos ou pelos outros; pelos vivos ou pelos mortos" (7).

"Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima" (8).

"Na oração em que te diriges à Providência Divina implorando algo, não te esqueças de que algo deves fazer para que algo obtenhas" (9).

Portanto, irmãos do caminho, acordemos para conquistar essa perene e maravilhosa fonte que existe nesse aparentemente invisível espaço infinito, que é o mundo dos espíritos, e nos beneficiar com as bênçãos do Alto através da ORAÇÃO, que todos podemos fazer e alcançar os resultados, pois também somos espíritos; apenas estamos encarnados.


(1) Obra Nos domínios da mediunidade, de André Luiz, por Chico Xavier -Ed.FEB.

(2) Obra O Livro dos Espíritos - Introdução, de Allan Kardec - nº XIII -Ed.IDE.

(3) Obra O Evangelho segundo o Espiritismo -de Allan Kardec - Cap.XXVIII nº1 -Ed.LAKE.

(4) Obra A Gênese, de Allan Kardec, Cap.I-nº16 -Ed.IDE.

(5) Obra Fonte viva, de Emmanuel, por Chico Xavier - Cap.I-nº16 -Ed.FEB.

(6) Obra Instruções psicofônicas, de Espíritos diversos, por Chico Xavier -Ed.FEB.

(7) Obra O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, Cap.XXVII, nº10 -Ed.IDE.

(8) Obra Astronautas do além, de Espíritos diversos, por Chico Xavier -Ed.GEEM.

(9) Obra Instrumentos do tempo, de Emmanuel, por Chico Xavier -Ed.GEEM.



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