Cézar Carneiro de Souza



A Bíblia divina da Natureza

12-08-2015

O problema da Terra é problema de amor, de compreensão, de vida. Você faz bem meditando-lhe a grandeza. Nunca nos cansemos de ler a Bíblia divina da Natureza. Cada folha das árvores é uma letra, cada trecho da terra, um capítulo, cada animal, cada flor, uma gravura ilustrativa. Quantos homens se esfalfam procurado resolver incógnitas e questões insolúveis para os dias que correm empulhando bruxuleantes candeias da cultura humana? Não sabem eles que o Pai renova a lição em cada alvorada e abre os tesouros da natureza a todos os filhos, indistintamente. Quando a alma começa a sair de si própria, atravessando planícies e montes próximos, auscultando árvores e passarinhos, tentando compreender os impulsos dos animais distantes de nossos planos evolutivos, é sinal de que vai deixando a velha concha para atirar-se à grande liberdade luminosa e divina, na experiência, a pleno céu, sentindo a bondade do Senhor do Universo. Isto não é fazer poesia, é amar profundamente a vida e compreender-lhe a abundância de tesouros. Continue, pois, seu trabalho! Cada um de nós, meu filho, tem um dever diante de Deus, para o qual não temos substitutos. Cumpramos nossas obrigações, atendendo à Vida."

De Neio Lúcio, do livro Sementeira de luz, por Chico Xavier- Ed. Vinha de Luz.


SEMEADORES

(...) Meus filhos, quanto mais se nos alongam os dias no mundo mais se nos agigantam as experiências! A vida é o campo. Somos semeadores. Prossiga atento ao plantio selecionado de ideais superiores. Não se apresse na aquisição desse ou daquele compromisso. Sem precipitação e sem desânimo, o trabalho das obrigações bem atendidas deve ser a nossa diária cartilha de luz. (...).

De Neio Lúcio, do livro Colheita do bem, por Chico Xavier - Ed. Vinha de Luz.


O USO DA PRANCHETA NA COMUNICAÇÃO

Amigo, podeis encerrar vossas preces. Antes de irdes, desejo falar-vos que, de hoje em diante, fica instituída a observância da pontuação(1) Todo comunicante deverá pontuar o que escrever. Para isso a prancheta pode ser levada aos pontos da sinalética. Quem orou no princípio de nossa reunião foi a nossa irmã Martha. Paz a todos.

Emmanuel


(1) mensagem recebida por Chico Xavier e Rômulo Joviano, com a utilização da prancheta. Na prancheta não consta pontuação. Assim, a pessoa encarregada da escrita deveria fazer a pontuação.

Do livro Deus Conosco, de Emmanuel, por Chico Xavier.


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Meus amigos!...

Os notáveis e instrutivos livros: “Deus Conosco, Sementeira de Luz, Sementeira de Paz, Militares no Além e Colheita do Bem”, foram psicografados por Francisco Cândido Xavier, na Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo nas décadas de 30, 40 e 50.

É interessante ressaltar que várias mensagens destes livros, foram recebidas através da “prancheta”!

Com Allan Kardec, no início de seus trabalhos na codificação, as comunicações aconteciam através das “pancadas e da Cesta de Pião (de bico ou prancheta)*...

Por que será que o médium missionário de Pedro Leopoldo também usou a prancheta, quando, naqueles tempos os Espíritos Superiores anunciavam a sua grande missão?

Não será que a Espiritualidade Superior quis nos dizer alguma coisa muito séria?

Entendemos que sim!... Mas, fiquemos com o anonimato prudente dos Sábios Espíritos do Senhor.

“Veja quem tem olhos de ver”, disse Nosso Senhor Jesus Cristo.

Louvado seja Deus Nosso Pai Maior!

***

(...) – Não fomos nós que compusemos O LIVRO, mas os Guias, o Professor RIVAIL e o “Roc”.

– Monsieur ROC está presente?

O riso amável e coletivo, em que se alteou, cristalino, o de Caroline, fez Ermance corar, acreditando ter cometido alguma gafe.

– Você vai rir-se também, disse Caroline, quando souber quem é o “Roc”. No começo de meu trabalho mediúnico, ou melhor, dos nossos trabalhos – pois, mamãe e Julie, também, são médiuns – usávamos a “Tupia”, nome de nossa Corbelha* Escrevente, e o “Roc”, apelido do lápis de pedra com que os Espíritos rabiscavam, diretamente, as respostas numa ardósia comum. (...)


*Corbelha, do francês corbeille. É o mesmo que Cesta de Bico ou Tupia. Cestinho de vime, em cujo bico amarravam um lápis de pedra para escrever na ardósia, sob a ação dos Espíritos.

De Canuto de Abreu, extraído de “O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária” – EDIÇÕES-LFU – Capítulo, 5.

Por Cezar Carneiro de Souza, de Uberaba-MG.




Cézar Carneiro de Souza
cezarcarneiro@hotmail.com

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