Cézar Carneiro de Souza



Noite inesquecível

10-03-2014
width="419"

Gostaria que na noite de hoje estivesse sobre a mesa um bolo, por mais pequenino que fosse, e que eu ouvisse os “parabéns” como uma criança que espera o dia inteiro pela festa vendo os pais correrem para lá e para cá, fazendo os preparativos para logo mais: a festa de seu filho. Me sinto assim no dia de hoje; gostaria que esse bolo representasse todo o meu amor por vocês dentro dessa casa, que me acolheu num momento – eu não consigo achar uma palavra –, mas num momento de desespero, porque na verdade era isso mesmo que acontecia comigo; quando busquei ajuda, foi preparado o caminho desta casa. Não nego em momento algum, a todos os meus amigos que aqui estão me auxiliando, dando forças e a coragem necessária para abrandar a emoção, a saudade, e, trazendo a tranquilidade no meu coração, muito necessária nesse dia de hoje.

Anseio pelas mãos carinhosas de meus filhos, pela voz serena da minha companheira, pela música dos meus netos que, por mais dor que eu sentisse, me asserenava o coração e conseguia me inebriar com aquelas vozes, amenizando assim a dor do corpo físico; sendo também auxiliado pela espiritualidade, que jamais me abandonou em momento algum. Deus e Jesus sempre estiveram junto comigo me dando forças, porque não foi fácil a dor física, não foi fácil o silêncio da dor, para que eu aprendesse, pela oportunidade que Jesus estava me dando naquele momento, para refazer meu perispírito tratando alguns pontos de que necessitava nesta reencarnação.

Tive amigos, não posso dizer inimigos, mas aqueles que não comungavam comigo o mesmo ideal cristão no coração, que já eram de outras eras, que compartilhavam comigo esta reencarnação. Por isso sofri tanto naqueles momentos mediúnicos, mas tudo passou, como passou também os momentos difíceis da enfermidade e agradeço de coração a todos - já disse isso algumas vezes aqui nesta mesma casa e neste mesmo trabalho.

Ao meu querido amigo e irmão, a todos os meus companheiros que sempre se empenhavam, me dando forças, dizendo que eu voltaria novamente ao trabalho, mas o meu coração dizia que não, mesmo sendo encorajado pelas almas amigas para que eu pudesse ter ânimo.

Não pensem vocês que porque peguei um lápis e que eu pude com algumas palavras endereçadas às mães, aos pais e aos filhos, que só isso bastaria para esta alma estar hoje no céu, neste céu que nós almejamos... Não, meus amigos, e perdi muitas oportunidades; tenho hoje plena consciência disso, mas o que passou, passou.

Sei que novas chances me serão concedidas e chegarei aonde pretendo, aonde todos pretendemos. O meu dia de hoje é para agradecer, agradecer a você, minha amiga Eva, ao Mauro, que começou sendo como um filho, que vigiava comigo naquele quarto de hospital, conversando, atento à minha saúde, ao que eu estava sentindo, atento aos medicamentos, como um filho protege o pai, mas depois, eu via nele um pai que protege o filho e vi no Mauro mais que um amigo, um irmão. Se eu pudesse comporia para o Mauro e cantaria para ele aquela canção que eu compus para o “Seu Mariano” com muito amor, porque ele traz no embornal amor de filho, de pai, de irmão e de amigo. Eu podia ver nos olhos do Mauro o medo de que o Celso fosse embora, mas podia também perceber em seus olhos amigos que se eu partisse naquele momento, estaria ali segurando a minha mão. Portanto, eu agradeço, Mauro, por todo o amor e carinho que você me deu, porque você está em meu coração, você é meu filho.

E a você, minha amiga Eva, pode acalmar seu coração, porque estou bem, dentro daquilo de que sou merecedor. Não peço a Deus mais nada do que isso que preciso. Eu quero que Ele ampare e auxilie aos meus, porque a saudade é tão grande... Gostaria de dizer que visito sim, meu amigo, meu irmão, visito-os à noite para sanar aquela saudade, principalmente daqueles que foram meus companheiros em tempos outros, assim como os que me deram amor de mãe, de filho e de esposa e sei que muitos que caminhavam comigo dentro desta casa são companheiros de outras vidas.

Esse é o meu presente nesta noite, é o que eu posso trazer com disciplina, como um filho em festa na casa que lhe foi o abrigo, o hospital, o sanatório de que tanto precisei um dia. Agradeço de coração o abraço amigo e as lembranças carinhosas no dia de hoje. Mas eu é que canto parabéns a vocês por esta graça divina, que esta amiga me trouxe no dia de hoje - Maria Dolores. Muito obrigado pela companhia agradável e cheia de amor - o amor que o Celso precisa neste instante. Muito obrigado, meus irmãos, eu agradeço de alma, de joelhos se fosse possível neste momento.

Meu abraço aos meus queridos filhos, à minha companheira, e peço a vocês que não a abandonem, estejam sempre que puderem ao seu lado, respeitando o modo dela dizer as coisas. Então não deem importância se não for o que vocês gostariam de ouvir.

Abracem-na e pensem no amigo de vocês, que não pode mais fazer isso como desejaria. E meu abraço a todos aqueles que estão aqui me acompanhando e que me serviram de apoio como o Senhor Adelino de Carvalho, e a tantos outros que não posso nomear, pois são muitos. Mas repito, são todos meus amigos do coração. Digo mais: são como pais, são meus vigilantes, e que Jesus nos ampare e abençoe!

Que Jesus continue a obra desta Casa relembrando que a peregrinação não me falta em momento algum. O Celso não deixa seu trabalho, só que agora ele está de alta da psicografia por algum tempo, mas chegará outro neste Centro com certeza, porque Deus não priva ninguém de nada, assim como não privará esta Casa amiga que me acolheu, e acolherá outro coração necessitado, como aconteceu comigo.

Mais uma vez, muito obrigado, do amigo de sempre. Lágrimas jamais, não quero lágrimas, esqueça o Celso doente; quero que vocês lembrem-se do 'Chapéu', daquele 'Chapéu' que viajava, que falava, que sorria, que brigava algumas vezes com vocês sem necessidade nenhuma, mas tudo isso fazia parte do que tinha que ser. Se eu pudesse nesse instante, eu buscaria a letra mais bonita, a música mais bela...

Do amigo, daquele amigo de sempre.

Celso de Almeida Afonso, o servo de vocês.

Um beijo em cada coração!

Muito obrigado!

-o-

Mensagem psicofônica recebida pela médium Maria Helena Silveira, na noite de 26-02-14, no Centro Espírita Aurélio Agostinho, data em que completava uma primavera do retorno de Celso à Pátria Espiritual.


ELCEAA – Editora e Livraria do Centro Espírita Aurélio Agostinho - Av. Lucas Borges, 61 – CEP 38.065-350 – Uberaba-MG. Reuniões às segundas e sextas às 19:30h - Tel. (34) 3312- 6583 e 3321-6664 - e-mail: maurohumbertoelias@uai.com.br e cezarcarneiro@hotmail.com.




Cézar Carneiro de Souza
cezarcarneiro@hotmail.com

Voltar para a página anterior / Voltar para a página principal