Cézar Carneiro de Souza



Um livro diferente

06-06-2015

E perguntou-lhe Jesus, dizendo: “Qual é o teu nome?"

E ele disse: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios. – Lucas, 8:30

JESUS E A DESOBSESSÃO

Atendendo ao trabalho da desobsessão nos arredores de Gadara, vemos Jesus a conversar fraternalmente com o obsessor que lhe era apresentado, ao mesmo tempo que se fazia ouvido pelos desencarnados infelizes.

Importante verificar que ante a interrogativa do Mestre, a perguntar-lhe o nome, o médium, consciente da pressão que sofria por parte das Inteligências conturbadas e errantes, informa chamar-se “Legião”, e o evangelista acrescenta que o obsidiado assim procedia “porque tinham entrado nele muitos demônios”.

DEMÔNIOS – HOMENS PERVERSOS

Sabemos hoje com Allan Kardec, conforme palavras textuais do Codificador da Doutrina Espírita, no item 6 do Capítulo XII, “Amai os vossos inimigos”, de >em>“O Evangelho segundo o Espiritismo”, que “esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais”.

SOCORRER A QUEM?

No episódio, observamos o Cristo entendendo-se, de maneira simultânea, com o médium e com as entidades comunicantes, na benemérita empresa do esclarecimento coletivo, ensinando-nos que desobsessão não é caça a fenômeno e sim trabalho paciente do amor conjugado ao conhecimento e do raciocínio à fé.

AJUDA AOS OBSEDIADOS

Seja no caso de mera influenciação ou ocorrências da possessão profunda, a mente medianímica permanece jugulada por pensamentos estranhos a ela mesma, em processos de hipnose de que apenas gradativamente se livrará. Daí resulta o imperativo de se vulgarizar a assistência sistemática ao desencarnados prisioneiros da insatisfação ou da angústia, por intermédio das equipes de companheiros consagrados aos serviços dessa ordem que, aliás, demandam paciência e compreensão análogas às que caracterizam os enfermeiros dedicados ao socorro dos irmãos segregados nos meandros da psicose, portas a dentro dos estabelecimentos de cura mental.

O OBJETIVO DESTE LIVRO

Sentindo de perto semelhante necessidade, o nosso amigo André Luiz organizou este livro diferente de quantos lhe constituem a coleção de estudiosos dos temas da alma, no intuito de arregimentar novos grupos de seareiros do bem que se proponham reajustar os que se veem arredados da realidade fora do campo físico.

FUNÇÃO DOS TEMPLOS ESPÍRITAS

Nada mais oportuno e mais justo, de vez que, se a ignorância reclama o devotamento de professores na escola e a psicopatologia espera pela abnegação dos médicos que usam palavra equilibrante nos gabinetes de análise psicológica, a alienação mental dos Espíritos desencarnados exige o concurso fraterno de corações amigos, com bastante entendimento e bastante amor para auxiliar nos templos espíritas, atualmente dedicados à recuperação do Cristianismo, em sua feição clara e simples.

A OBRA A SER REALIZADA

Salientando, pois, neste volume, precioso esforço de síntese no alívio aos obsessos, através dos colaboradores de todas condições, rogamos ao Senhor nos sustente a todos – tarefeiros encarnados e desencarnados – na obra a realizar, porquanto obsidiados e obsessores, consciente ou inconscientemente arrojados à desorientação, no mundo ou além do mundo, são irmãos que nos pedem arrimo, companheiros que nos integram a família terrestre, e o amparo à família não é ministério que devamos relegar para esfera dos anjos e sim obrigação intransferível que nos compete abraçar por serviço nosso.

EMMANUEL

Uberaba, 2 de janeiro de 1964.


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Sabemos que somos uma humanidade de espíritos em provas e expiações. E sabemos também, tanto com Kardec, quanto com Chico Xavier que o nosso Planeta é uma escola, oficina e prisão/hospitalar, destinado a receber espíritos que transgrediram as Leis de Fraternidade, Justiça e Amor do Pai Criador.

Este livro é composto por 73 capítulos, vamos transcrever apenas algumas recomendações do cap. 20:

COMPONENTES DA REUNIÃO

Os componentes da reunião, que nunca excederão o número de catorze, conservem, acima de tudo, elevação de pensamentos e correção de atitudes, antes, durante e depois de cada tarefa. (...)

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DESOBSESSÃO de André Luiz, por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - FEB - Federação Espírita Brasileiraa.

Os benfeitores Espirituais não recomendam trabalhos de “incorporação” (psicofonia) abertos ao público. André Luiz adverte que é “falta de caridade” para com os sofredores desencarnados. (CONDUTA ESPÍRITA, FEB).

Concluindo este nosso despretensioso, estudo seríssimo, analisemos a comovente palavra consoladora do sábio benfeitor:

EM DESOBSESSÃO

Imagina-te perdido, longe de casa, em noite de temporal.

Por fora, a sombra espessa se te afigura povoada de monstros, enquanto as vozes da natureza se assemelham a clamor desarticulado de aflição e loucura...

De instante a instante, cambaleias no charco, golpeado pelo chicote da ventania...

E, por dentro, assinalas o pavor do desconhecido e o temor de retroceder.

Gritas e choras, acabando identificado por viajantes do desespero no quadro estarrecedor...

No entanto, de improviso, surge doce refúgio que a luz banha, sublime...

E nesse lar de amor encontras agasalho, conforto, lume e pão.

Então compreenderás que um templo de socorro, aberto os corações que a morte conturbou é uma porta do Céu e uma bênção de Deus.

MÃOS MARCADAS, de Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier - IDE - Instituto de Difusão Espírita.



César Carneiro de Souza
cezarcarneiro@hotmail.com

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