“Ante o mundo moderno, em doloroso e acelerado processo de transição, procuremos em Cristo Jesus o clima de nossa reconstrução espiritual para a vida eterna."Emmanuel/Chico Xavier - Doutrina e Aplicação (CEU)
Em uma daquelas noites inesquecíveis do Grupo Espírita da Prece, o assunto com Chico Xavier girava em torno da missão do Brasil.
Com o orgulho exaltado, comentava-se com o dileto amigo se os brasileiros, na verdade, são os donos deste país maravilhoso.
O Chico ouvindo aquilo falou da transformação por que passa a humanidade nesse momento.
Lembrou das previsões anunciadas e que os tempos, realmente, são chegados conforme as profecias, acrescentando também que já atingimos o predito final dos tempos e afirmou:
— Na verdade, vivenciamos o momento final dos tempos de iniquidades .
E lembrou ainda:
— Tudo isso tem um preço que custará caro ao homem.
Quanto ao Brasil comentou:
— Possivelmente, teremos que receber outros povos que se aportarão em nosso solo causando até mesmo uma divisão territorial da nossa Pátria.
A fala do Chico assustou a todos.
O amigo vendo a indignação geral, obtemperou:
— O Brasil sendo o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho não é só dos brasileiros, mas sim de toda a Terra.
Sorrindo finalizou:
— Nós outros reencarnamos aqui vindo de outros Continentes. Brasileiros mesmo são só os índios.
Ao ouvir tudo aquilo ficamos a pensar com a lógica da Doutrina Espírita. Não estamos destinados à perfeição segundo os desígnios divinos? O momento atual de nossos espíritos é uma fração diminuta na eternidade de todos nós, filhos de Deus, Pai Onipotente. Seja feita a Sua Vontade.
Para melhor nos inteirarmos em assunto de tal importância meditemos com o Benfeitor Espiritual na codificação espírita sobre a Lei do Progresso: último parágrafo do capítulo XVIII, Sinais dos Tempos, de A Gênese, Allan Kardec:
“Quando vos é dito que a humanidade chegou a um período de transformação, e que a Terra deve se elevar na hierarquia dos mundos, não vejais nessas palavras nada de místico, mas, ao contrário, o cumprimento de uma das grandes leis fatais do Universo, contra as quais toda a má vontade humana se quebra.”
Arago