Relembrando o nosso querido irmão Celso de Almeida Afonso.
Em 1986 terminávamos a peregrinação de nossa abençoada Casa Espírita de Agostinho e retornávamos ao Departamento de Assistência Social “Mariano da Cunha Júnior”. Ali, o Celso psicografava, recebia cartas de familiares enquanto amigos comentavam o texto d'O Evangelho Segundo o Espiritismo e uma pergunta de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec.
Sempre no final dos trabalhos um Benfeitor Espiritual encerrava a psicografia com uma página educativa. Vejamos a daquela memorável noite:
CR$. ou CRZ$? (Cruzeiro ou Cruzado?) Passando pela rua, Vi um banco lotado... Uns falando em Cruzeiro, Outros falando em Cruzado. Custei a compreender, O tema tão complicado. O Cruzeiro estava morrendo, Para nascer o Cruzado. Deus permita ao homem, Este rumo projetado, Que o pobre coma mais pão, Com a moeda Cruzado. Mas que ninguém fique a espera, Tranquilo aí parado. Dinheiro não cai do céu, Mesmo que seja o Cruzado. Compreenda o seu gasto, E tenha muito cuidado. Gastando muito apanha, Por falta do tal Cruzado. Se alguma compra aparece, Para você pagar fiado, Seja honesto não dê o cano, Pague certo o Cruzado. Se o restaurante te chama, Para o bife acebolado. Coma dentro do limite, Que permite o seu Cruzado. Seja Cruzeiro ou Cruzado, Ou o dinheiro que for, Não se esqueça dos outros, Em nosso trato de amor. O maior ganho do homem, É sua cota de luz. Quando trabalha com Deus, Recebendo de Jesus.
Poema de Alceu Novaes, emérito professor e jornalista de Uberaba-MG.
Caros amigos, estejamos sempre engajados na Seara Espírita Cristã. Abraços fraternos. Cezar Carneiro-Uberaba, 23-3-2014.