"Nosso corpo é a mais preciosa das máquinas enquanto nos demoramos na Terra. O lubrificante do repouso, por vezes, é inadiável e imprescindível."
A máquina física é o templo sublime em que somos chamados à escola da redenção. Nele possuímos a harpa da vida, em cujas cordas podemos desferir a melodia do trabalho e do sacrifício, da abnegação e do amor, preparando o acesso de nosso espírito à exaltação da imortalidade - (Emmanuel/Chico Xavier -Pérolas de Sabedoria - VINHA DE LUZ).
"No corpo físico, quase sempre, somente verificamos a presença ou o valor de um órgão quando há enfermidade. Sem notas de perturbação, não se lembra o homem do fígado ou dos rins" - (Pérolas de Sabedoria - VINHA DE LUZ, Arthur Joviano/Chico Xavier).
É importante observarmos as orientações dos Benfeitores Espirituais, quanto à saúde da máquina física que Deus nos empresta para a viagem reencarnatória. Algumas vezes ouvimos o Chico Xavier dizer:
- Todas as idades tem suas belezas.
Realmente, na riquíssima bibliografia espírita aprendemos que o período, por exemplo, da velhice e da enfermidade, se a pessoa enfrenta com coragem e otimismo tais situações, acontece algo de extraordinário, ou seja, esse tempo funciona como rejuvenescimento das células do corpo espiritual, o perispírito. É simplesmente fantástico!! É uma metamorfose, como a da lagarta que se transforma em uma borboleta de rara beleza. Mas..., se ao contrario, não existir respeito e aceitação às situações difíceis da enfermidade e da velhice, tal situação vai imiscuir-se de maneira geral no órgão perispiritual causando uma desarmonia celular. A doença física se instala no perispírito.
E assim sendo não há outro recurso, porque o destino do Espírito após a morte do corpo material, será o Umbral, um local como esclarece André Luiz no livro "Nosso Lar", é uma região de queima de resíduos. E aí então nos lembramos de Jesus quando diz a Nicodemos:
"É necessário nascer de novo."
Reencarnar com aquelas mazelas, para reconstituir a saúde que outrora malbaratamos. Essa é a Lei! Ação e reação.
Concluindo esse breve estudo, recorramos a Emmanuel no livro "Renúncia", segunda parte, cap. III, quando o Padre Damiano já abeirando da morte nos diz: "A moléstia incurável, Madalena, é um escoadouro bendito de nossas imperfeições. Que seria de minh’alma se a moléstia do peito não me ajudasse a expungir os maus pensamentos?" E mais adiante, o venerável religioso complementou: Muitas vezes ensinei de púlpito, mas o leito me reservava lições muito maiores que as dos livros..."
Amigos, que Jesus o divino Médico nos proteja hoje e sempre!
Fraterno abraço do irmão e companheiro na Seara Espírita Cristã.