Por que a parte religiosa é a menor da Codificação?
– “Allan Kardec dividiu o Espiritismo em filosofia, ciência e religião. Na parte religiosa, que deveria ser a mais extensa, ele se deteve, porque as autoridades naquele tempo exerciam poderoso domínio sobre os grupos sociais. Por isso ele aguardou o futuro. Chico Xavier”.
Meditei muito nesta resposta e peço licença aos amigos para comentá-la:
A meu ver, em matéria de religião, Kardec terá sido um conferencista genial. No entanto, nas interpretações do Novo Testamento, ele, prudentemente, quase se limitou – quanto aos ensinamentos de Jesus e dos Apóstolos – aos esclarecimentos do Sermão da Montanha, que brilha nas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Estudando a Codificação, convenci-me de que Kardec foi um grande especialista da filosofia, da lógica e do respeito à ciência do seu tempo. Tudo indica, porém que o Codificador, pressionado naturalmente pelo poder das autoridades do sáculo XIX, deixou de prestar os seus testemunhos de veneração e devotamento ao campo das ideias religiosas dominantes para desenvolvê-las em futuro que lhe parecia próximo.
Sob a cultura de Emmanuel, Chico Xavier, com os livros de que se fez o co-autor ou mesmo o autor mediúnico, complementou a parte evangélica que, de certo modo, estava incompleta na Codificação.
Adelino da Silveira – Kardec Prossegue – CEU
“Religião Espírita, que é a Religião do Evangelho do Cristo, para sublimação da inteligência e aprimoramento do coração” Emmanuel.
Prefácio – Seara dos Médiuns, FEB – FCX.
Religião é o sentimento divino, cujas exteriorizações são sempre o amor, nas expressões mais sublimes enquanto a ciência e a filosofia operam o trabalho da experimentação e do raciocínio, a religião edifica e ilumina os sentimentos.
Chico Xavier
Amigos, louvemos o “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, pelos seus 150 anos de lançamento neste ano de 2014.
A nosso ver o livro é o coração da Doutrina Espírita Cristã, que é aquele Consolador prometido por Nosso Senhor Jesus Cristo.