Estudando uma bela e instrutiva lição da Benfeitora Espiritual, Meimei:
“Certo homem interessado no aprimoramento próprio, rogou a Deus lhe permitisse a busca das qualidades nobres que os sábios nomeiam como sendo as que fazem jorrar fontes de luz nas profundezas da lama e, aprovado na solicitação, iniciou o seu longo itinerário no Espaço e no Tempo.”
“De começo, pediu a compreensão da beneficência, nasceu abastado, e, sem dificuldade, repartiu bens e valores diversos, transformando-se em benfeitor da comunidade.”
Observemos, portanto, que a fortuna, ou seja, os bens materiais funcionam como instrumento para a conquista da bondade. O candidato venceu sem dificuldade.
“Regressou à Vida Maior e solicitou a luz do discernimento; corporificou-se em família generosa que lhe facultou as melhores oportunidades de estudo e adquiriu, sem sacrifício, a faculdade de penetrar o sentido das pessoas e das situações.”
O estudo é que faculta à criatura a conquista do discernimento. E aquele homem adquiriu, sem sacrifício, o dom de discernir.
“Em seguida, almejou a aquisição de poderes artísticos e, sem maiores esforços, converteu-se em artista famoso.”
Vejamos que na vida bastou um bocado de disciplina e trabalhos sérios para o homem tornar-se possuidor dos dons da arte.
“Logo após, quis o dom da simplicidade; retornou à experiência humana, num lar modesto e aprendeu facilmente a manter-se em paz e alegria com o mínimo de recursos.”
Assim, estamos vendo que na vida humilde de um operário é que se conquista o valoroso dom da simplicidade. Na riqueza, conquista-se a bondade e na pobreza conquista-se a simplicidade. É a sabedoria das leis de Deus. O homem como pobre venceu mais uma etapa.
“Sem delongas, pediu o carisma da autoridade e renasceu numa casa que lhe amparou o ideal, auxiliando-o a se fazer respeitável e atencioso juiz.”
Um lar edificado no sagrado dever de amparar o ideal sadio de um filho, auxilia-o na conquista superior para tornar-se uma autoridade idônea. O candidato venceu novamente.
“Desejou depois explicar as leis da vida e retornou ao Plano Físico nas condições necessárias e, em curta faixa de tempo, transfigurou-se em nobre orador, elucidando a indagações do mundo sobre as realidades do espírito.”
Para adquirir o dom de explicar as leis da vida e tornar-se um exímio orador reencarna em condições necessárias que lhe facultam a oportunidade do estudo sério. O aspirante saiu-se mais uma vez vitorioso.
“Mas, realizadas tantas aspirações, rogou a Deus o tesouro da paciência e, com a Permissão Divina, segundo afirmam dedicados Instrutores Espirituais até hoje, esse mesmo homem já voltou à Terra através de reencarnação e reencarnação, durante oitocentos anos, e, quanto ao tesouro da paciência, nada conseguiu.”
do Livro Escultores de Almas, por Francisco C. Xavier Ed. CEU.
Meus caros amigos, como vemos, aquele homem desejoso em tornar-se um santo, em seis encarnações, mais ou menos uns seiscentos anos, adquiriu valiosos predicados: bondade, discernimento, arte, simplicidade, autoridade e oratória sublime.
Mas, para coroar a sua a conquista em tornar-se um espírito altamente virtuoso faltou-lhe o tesouro da paciência e em idas e vindas, nas reencarnações, em oitocentos anos ainda não conseguiu tornar-se um homem paciente.
Chico Xavier, em 1976, na varanda do Grupo Espírita da Prece, após os trabalhos normais, recebe a visita de queridas irmãs da cidade do Prata, aqui do Triângulo Mineiro, lideradas pela Nilda e Ana Augusta, falam com o inestimável médium:
■ Chico!... As coisas lá pelo nosso lado não andam bem não. Ninguém se entende, por isso viemos aqui conversar com você e perguntar como é que a gente faz para conquistar a paciência?
Chico Xavier, irradiando intensa paz e com um leve sorriso respondeu:
■ Uai!... Quando vocês descobrirem, vocês corram aqui e contem pra nós...
A alegria era intensa entre todos ali presentes. O querido médium se retirou deixando no ambiente uma psicosfera de esperança e serenidade.