A compreensão é uma necessidade importantíssima entre as pessoas, particularmente entre os integrantes de uma mesma família, onde a presença de todos é permanente.
Sabemos, contudo, que aqueles que estão atravessando momentos de desequilíbrio no lar, envolvendo os cônjuges, os filhos ou outros parentes que eventualmente morem sob o mesmo teto, aguardam, com grande ansiedade, pelo desfecho desses acontecimentos regularizando e fazendo cessar, de vez, a ação desagradável desses incômodos espinhos que impedem as pessoas de serem feliz.
A Doutrina Espírita enfatiza com muita clareza a situação de desarmonia entre a família íntima e a parentela, reconhecendo que nenhum acontecimento é obra do acaso.
Se a cada um será dado de acordo com suas obras, como afirmou Jesus, já estamos recebendo o que merecemos.
Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier ofereceu-nos esta página que se chama ‘Familiares problemas’, destacando onde estão os antecedentes de nossa felicidade ou infelicidade momentâneas:
“Desposaste alguém que não mais de parece a criatura ideal que conheceste. A convivência de arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se faz presente.
Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.
Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas a firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.
Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.
Diante de filhos ou outros parentes que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.
É provável tenhamos dado um passo à frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela mancha de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.
Atentos ao princípio de livre-arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.
O divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinquência, conquanto se prepare em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.
Reflete, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer”.