Carlos Pompéia



Mortos amados

11-02-12

Em homenagem e respeito aos que partiram da Terra rumo ao Infinito, milhares de corações se fecham e choram por se encontrarem afastados de seus entes queridos.

Os que estão ausentes, já cumpriram com o dever que lhes competia neste mundo, vivendo o tempo concedido pelo Criador.

A saudade e a dor, presença constante no sentimento, deve ser acalmada com orações constantes, e a confiança no futuro.

Embora nesta vida presente os ausentes não retornem, a morte, de fato, não existe. A mudança temporária de plano é Lei da Vida.

Através da mediunidade de Chico Xavier, Emmanuel enviou-lhe a página ‘Mortos Amados’, lembrando o momento da separação onde acrescentamos que não há só um dia especial dedicado aos que ‘partiram’; a exemplo da necessidade de nos alimentarmos e dormirmos todos os dias, há, sim, que se dedicar também todos os dias do ano àqueles a quem amamos, cujos laços de amor são eternos. Nos separamos fisicamente, mas não nos separamos espiritualmente:

“Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte, sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.

Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram...

E muitas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é uma gota de lágrima represada, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.

Compreendemos , sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê...

Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como sabes e como podes, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.

Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente.

Os que rumaram para outros caminhos, além da fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.

Enfeitas-lhe a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranquilizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.

Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhe a imagem que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobrecarregadas com as tuas.

Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.

Chora, quando não puderes evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho no próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.”

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Carlos Pompéia
carlospompeia@yahoo.com.br

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