A união da alma com o corpo começa na concepção e se completa no instante do nascimento.
O primeiro de todos os direitos naturais do homem é o de viver. Ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante nem fazer o que possa comprometer sua existência física (LE. 880).
Há sempre crime quando se transgride a Lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre um crime ao tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, porque é impedir a alma de suportar as provas das quais o corpo deveria ser o instrumento (LE. 344 e 358).
Não nos referiremos aqui, ao aborto espontâneo; que são outros aspectos a considerar; mas ao aborto dolosamente provocado, quanto aos aspectos legal e principalmente, moral.
No Brasil:É tipificado como crime contra a vida pelo Código Penal Brasileiro, prevendo detenção de 1 a 10 anos, de acordo com a situação. O artigo 128 dispõe que não se pune o crime de aborto em duas hipóteses: Quando não há outro meio para salvar a vida da mãe; ou quando a gravidez resulta de estupro.
O artigo 2º do Código Civil Brasileiro estabelece, desde a concepção, a proteção jurídica aos direitos do nascituro, e o artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispõe que o nascituro tem direito à vida, mediante a efetivação de políticas públicas que lhe permitam o nascimento.
Definição de Aborto:
Ciência médica: É todo produto da concepção eliminado com peso inferior a 500g ou gestação inferior a 20 semanas.
Religião: É a morte de uma criança no ventre da mãe produzida durante qualquer momento da etapa de vida que vai desde a fecundação até o momento prévio ao nascimento.
Velho Testamento: O Decálogo (Dez Mandamentos) traz no quinto mandamento a Lei taxativa, imperativa e direta: “NÃO MATEIS”; que não deixa quaisquer dúvidas com relação à sua interpretação.
É imutável, como todas as leis Divinas por serem perfeitas.
Espiritismo: É absolutamente contra, a não ser no caso em que o nascimento da criança coloque em perigo a vida da mãe: "É Preferível se sacrifique o ser que ainda não existe, a sacrificar-se o que já existe" (LE. 359).
O Brasil é a maior nação católica do mundo e somando com as religiões Evangélicas, atinge um contingente de cerca de 90% de seguidores do Velho Testamento e a esmagadora maioria dos brasileiros é contrária ao aborto (97% segundo as sondagens do IBOPE, em 2005).
Não haveria, portanto, qualquer justificativa para sequer aventar a possibilidade de alguma Lei de legalização do aborto. Numa democracia, a maioria vence. Mas, de tempos em tempos, alguma lei nesse sentido é teimosamente apresentada e apoiada por alguns seguimentos da sociedade.
A justificativa é sempre a mesma: Liberdade da mulher para dispor do corpo como bem entender; como se os fins justificassem os meios. Crasso e desastrado engano! O corpo não nos pertence! É uma ferramenta emprestada pela Divina Providência para o nosso progresso, neste mundo transitório.
Supondo que a mulher pudesse dispor do corpo ao seu bel prazer; porém, o corpo que carrega no ventre, pertence a outro espírito, o que implicaria na invasão dos direitos alheios.
Outra justificativa é que na clandestinidade, muitas mulheres perdem a vida ao se submeterem aos cuidados de curiosos e charlatães em clínicas não especializadas. Isto me faz lembrar os duelos do velho oeste norteamericano, que eram assim como o aborto, assassinatos premeditados, com uma grande diferença pró velho oeste: lá ainda havia algum resquício de honra, quando os protagonistas, normalmente, escolhiam as armas. E no aborto, que defesa tem a criança? Nenhuma! Portanto, trata-se de um crime bárbaro e extremamente covarde, pois, não dá à vítima, qualquer possibilidade de defesa, o que é um agravante na legislação brasileira.
Se nesse processo, a mãe perder a vida, considero-a uma suicida e assassina, pois, mata a si e a criança, sabendo de antemão, os riscos inerentes e não terá como fugir da inevitável e intransferível lei de ação e reação, ou causa e efeito. “A cada um, segundo suas obras” (Jesus).
Estupro: O estupro é a maior violência que se pode cometer contra a mulher, pois trará traumas imensuráveis e indeléveis até que o perdão incondicionalapague as marcas do tempo e as cicatrizes do corpo e da alma, transformando ódio em amor sublime e verdadeiro, tal qual nos amou Jesus. Um erro jamais pode justificar outro e ninguém colhe o que não semeou. Foi Jesus quem nos ensinou a pagar o mal com o bem, amar até os inimigos e perdoar 70 vezes sete vezes, a mesma falta!
O Espiritismo não prega o puritanismo utópico do sexo somente para procriação. Assim como Jesus, mostra o caminho reto e as ciladas para aqueles que optam pelos atalhos obscuros dos abusos. Os métodos anticoncepcionais são ótimas opções: fazem bem para a saúde do corpo e principalmente para a saúde da alma. É melhor prevenir do que arcar com as consequências de um assassinato. Muitos alegam que, na volúpia do momento, esquecem da prevenção; porém Jesus já nos orientava: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”.
A legalização do aborto não lhe tira o caráter de crime hediondo perante as Leis Divinas: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm e nem todas edificam”(Paulo-I - Cor, X, 23).
Se você, direta ou indiretamente, enveredou por este caminho, não se prenda ao remorso, lembre-se da orientação do Mestre: :“Vá e não peques mais!” “Não podemos mudar o passado, mas poderemos construir um novo futuro!” (Chico Xavier). Faça a diferença daqui para frente; dedique-se voluntariamente às causas sociais, e não pergunte como, pois que: “Quando o servidor está pronto, o trabalho aparece” (André Luiz).
Permitam-me concluir estas simples considerações, com duas sugestões: um vídeo ou filme e um texto:
"O Grito Silencioso", do Dr. Bernard Nathanson, famoso médico americano, anteriormente conhecido por "o Rei do Aborto". São cenas fortes, que creio, sensibilizarão os mais enregelados corações e os mais céticos.
Texto: “O MELHOR GINECOLOGISTA” (autor desconhecido).
Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz: - Doutor, este meu bebê não completou um ano e já estou grávida. Não quero mais filhos em tão curto espaço de tempo!
– O que a senhora quer que eu faça?
– Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.
– Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.
Para não ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...
– Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!
–Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida, que por um momento pensei em ajudá-la. O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno. O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!!!!!
Reflexão: “Interessante notar que aqueles que são a favor do aborto, já nasceram!” : (autor desconhecido). Muita paz, com Jesus!