Toda profecia deveria ser infalível, mas não foi o que aconteceu com o vaticínio acima, assustador e tão exaustivamente lembrado! No ano 1000, a previsão era idêntica, mas teimosamente, o mundo continua mundo! Até o temível bug do milênio, no mundo da informática, não passou de simples incidente.
O que há então de errado, se já estamos no ano 2012 e o mundo ainda persiste? Ah! “a contagem do tempo está errada”, porque “Jesus nasceu antes de Jesus”, assim se defendem os cultuadores do pânico, entre tantas outras estapafúrdias justificativas.
Diante desses vaticínios, de duas uma: ou não soubemos interpretá-los ou os santos estão errando reiteradas vezes!
Agora a bola da vez é a profecia Maia que, segundo alguns, o mundo acabará no dia 21 de dezembro de 2012!
É uma questionável sapiência dos Maias, visto que previram com tanta precisão o fim dos tempos, mas não previram o fim da própria civilização!
No calendário Maia, não há unanimidade de opiniões entre os estudiosos: pressupõe-se tratar do fim de um ciclo e início de outro; tal qual o nosso que assinala o dia 31 de dezembro como o fim de um ano e o primeiro de janeiro, como o início do próximo e, assim sucessivamente.
Esses calendários baseiam-se nos ciclos da natureza, como a exemplo da definição das estações do ano: a primavera, pelas flores, o outono pelos frutos, o inverno pelo frio e o verão, pelo calor.
Se respeitarmos a natureza, não precisamos temê-la. O que devemos temer é a nossa insana capacidade de degradação do planeta.
Nada acontece por acaso. Estaremos sempre no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas. E não há vítimas inocentes; colheremos sempre o que houvermos semeado.Isto, no entanto, não significa que deveremos ficar estáticos, à espera de um milagre, ou como diz a música “Ouro de tolo” de Raul Seixas: “Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar…” ou seja: façamos a nossa parte!
O universo conspirará pró ou contra, porque a vida é o resultado dos nossos pensamentos e ações.
Não temos ideia do poder do pensamento! Se todos nós, simultaneamente, uníssemos somente bons pensamentos por apenas um minuto, a terra daria um salto na escala de evolução moral, imediatamente!
O inverso também é verdadeiro: a somatória de muitos pensamentos negativos é um meio infalível de materialização do caos, porque somos aquilo que pensamos e atraímos o que focamos. É a lei de atração, que, na física, os opostos se atraem, mas, na lei moral, a atração é por afinidade de pensamentos.
Há uma onda de exagero na propagação do caos, baseada em teorias de procedências duvidosas, espalhando-se o pânico entre os desavisados e inseguros.
Nunca se vendeu tantos livros, palestras, conferências, filmes, abordando o fim do mundo, como agora, bem como pululam exploradores da fé cega, oferecendo-se como as verdadeiras tábuas de salvação.
Alguns grupos pelo mundo, estocam alimentos e água para muitos anos depois do caos e se armam belicamente para defender tão preciosos tesouros; ignorando que enquanto isto, uma criança morre de fome a cada seis segundos nesse mesmo mundo! Isto faz lembrar uma parábola de Jesus:
(...) e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus (Lc, XII – 19 a 21).
Grupelhos de espíritas apavorados, apostando tudo em previsão de Ramatis (um pseudo sábio, segundo José Herculano Pires), mas, ignorando completamente o assunto “transição do planeta”, de Bezerra de Menezes/Divaldo Pereira Franco, recebido no dia 13-11-2010, em Los Angeles (EUA), de leitura obrigatória para entendermos o presente momento e a responsabilidade de cada um, neste processo de transição planetária para um mundo de regeneração. Eis um pequeno trecho da referida mensagem:
“(.... Não seja de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego, mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.
Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão. As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade. Sucede que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado..." (leia na íntegra a mensagem de Bezerra de Menezes).
Ao longo da história, muitas tragédias aconteceram motivadas por tais profecias: suicídios em massa, desespero, histeria, pessoas se desfazendo de tudo, em nome de falsos Cristos e falsos profetas. Diante disto, dá para se ter uma ideia do que será o dia 21 de dezembro. Mas, no dia seguinte, outras desculpas mirabolantes enxamearão, porque o mundo ainda teimará!
As tragédias previstas sempre fizeram parte da natureza: tempestades solares, terremotos, maremotos, tsunamis, meteoros, meteoritos, vulcões e, some-se a isto, o lixo espacial (restos de sondas, naves, foguetes) que orbita o nosso céu, resultado direto das nossas ações.
Nas noites plácidas do campo, é possível apreciar o espetáculo das chamadas estrelas cadentes (meteoritos), espetáculo este, prejudicado pela poluição das grandes cidades que apaga as estrelas.
Neste enredo, digno de drama hollywoodiano, recorramos à Doutrina Espírita:
O futuro pode ser revelado ao homem? – Em princípio, o futuro é desconhecido e apenas em casos raros ou excepcionais Deus permite que seja revelado. (LE - 868).
Com que objetivo o futuro é oculto ao homem? – Se conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade, porque seria dominado pelo pensamento de que, se uma coisa deve acontecer, não tem por que se preocupar, ou procuraria dificultar o acontecimento. Deus quis que assim fosse, para que cada um cooperasse no cumprimento das coisas, até mesmo daquelas a que gostaria de se opor. Assim, preparais, vós mesmos, frequentemente sem desconfiar disso, os acontecimentos que sucederão no curso de vossa vida (LE - 869).
"Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos" (Mt, 21, 25 e ESE – VII - 7).
Para não corrermos nenhum risco, vivamos como se hoje fosse o primeiro, o único e o último dia de nossas vidas, assim o que tivermos que fazer, que seja agora!!! Mãos na charrua e sem olhar para trás!
O espírita sabe que a morte faz parte do ciclo da vida, pois que encerra um ciclo para principiar o próximo e assim sucessivamente, porque “somos espíritos imortais, a caminho da luz!”
"Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" (Lavoisier).
Tende cuidado para que alguém não vos seduza; porque muitos virão em meu nome, dizendo: "Eu sou o Cristo", e seduzirão a muitos. Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; e porque abundará a iniquidade, a caridade de muitos esfriará.
- MAS AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ O FIM SE SALVARÁ! (ESE – XXI – 3).