Vladimir Polízio



A felicidade da reencarnação

05-12-2011

Muitos, ainda hoje, relutam em aceitar essa realidade tão próxima de nós.

Mesmo no meio daqueles que professam outra fé religiosa, encontraremos os que empregam a lógica da razão, para compreender certos “enigmas” da vida e justificá-los com total certeza e segurança.

A princípio, pode parecer até estranho que se fale sobre o retorno do Espírito em outro corpo físico, mas, racionalmente, se entenderá esse universo até então desconhecido e que exibe verdades que somente os que estão preparados podem conhecê-la. Ainda aqui, vamos usar uma máxima de Jesus, quando disse que é preciso ter olhos que vejam.

Em várias passagens do Evangelho, destaca-se o retorno à carne, como vemos em Mateus, capítulo 17, versículo 12, quando o Mestre responde as interrogações que lhe fazem os discípulos sobre João Batista: “Eu, porém vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram, antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram”, e também em João, quando responde ao sacerdote Nicodemus, capítulo 3, versículo 7: “Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo”.

Mais uma vez contamos com a prestimosa ajuda de Emmanuel, que através de Chico Xavier, nos fala a respeito das “Vidas Sucessivas”:

“A palavra de Jesus a Nicodemus foi suficientemente clara.

Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.

A reencarnação é lei universal.

Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.

O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.

A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns frente aos outros.

Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.

O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento”.


Vladimir Polízio
polizio@terra.com.br

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