Estamos vendo atualmente um número crescente de pessoas que se aproximam do Espiritismo. São pessoas que trazem motivações dos mais variados matizes, cujo amparo, para esses desejos, são encontrados em filmes, programas e novelas que abordam assuntos pertinentes ao mundo dos espíritos, livros e palestras que de certa forma tocam o sentimento ou abordam assuntos da vida ainda não esclarecidos com a amplitude desejada dos interessados.
Recentemente tive a oportunidade de ouvir de um casal, que repartia a responsabilidade pela educação de três filhos, um dos quais com sérios problemas de ordem física e mental, que, pelo fato de nada conhecerem sobre a Doutrina Espírita, até aquele momento nunca haviam entrado num Centro.
Ambos estavam impressionados com o que seus ouvidos registraram. Não esperavam pela surpresa, e por isso mesmo, não conseguiram conter o ânimo para falar com alguém daquela Casa, chegando o marido a questionar-me a respeito, já que achava-me mais próximo deles.
Feita a apresentação e esclarecendo que eu fazia parte daquele Grupo, disse-me o homem:
– “Nunca pus os pés num Centro Espírita. É a primeira vez que eu e minha esposa tomamos essa decisão. Demoramos um pouco, mas conseguimos romper algumas barreiras que nos impediam. São os velhos hábitos... o senhor entende!”. Nada respondi, pois a esposa, sem dar qualquer espaço na conversa, completou:
– “Não poderíamos imaginar que num lugar como este, ouviríamos falar tanto de Jesus e particularmente sobre um assunto que nos interessou muito: a Lei de Causa e Efeito... que nos fez reportar à responsabilidade individual e a relação existente entre os que caminham conosco. Estamos sendo despertados. Que maravilha!”.
Entendi a extensão daquelas palavras.
Dei-lhes um folheto da Casa onde as atividades são destacadas, em todos os dias da semana e notei no semblante a disposição de fazer parte dos trabalhos, que é o que ambos estão fazendo hoje.
São acontecimentos frequentes que estamos vendo, certamente motivados por razões inúmeras vinculadas a problemas ainda carecentes de solução, seja para buscar esclarecimentos ainda não encontrados ou mesmo o equilíbrio espiritual, seja pessoal ou em benefício do próprio ambiente do lar.
Mas, sejam quais forem as razões, a verdade é que os espíritas estão crescendo. A procura por palestras ou cursos é uma realidade constatada pela afluência do público, que comparece para sentir-se melhor, mais forte, com ânimo para prosseguir na vida.
Prova disso é o resultado apresentado pelo Instituto de Geografia e Estatística do Brasil (IBGE), com seus recentes dados de pesquisa. O Brasil, que contava com cerca de 2.2 milhões de espíritas, atualmente traz significativa mudança nesses números. Pelo IBGE o Brasil tem hoje 3.8 milhões de pessoas que se declaram espíritas, ou seja, algo em torno de 1.9% da população brasileira, estimada em 2012 com 199.242.462 habitantes, contra os 1,33% do censo anterior, em 2002.
A esse número e percentual, somam-se 30 milhões de simpatizantes ligados a outros conceitos religiosos. Aliás, esse é um dos fatos notados nos Centros Espíritas, quando frequentadores de credos diferentes manifestam aberto interesse em frequentar os ensinos doutrinários, devido a clareza com que o Evangelho é retransmitido através d’O Livro dos Espíritos, espinha dorsal em cuja linguagem límpida os Benfeitores nos ofereceram por meio de Allan Kardec, em 1857, e que completa 157 anos amanhã, 18 de abril, esse bendito e generoso facho de luz que nos auxilia na caminhada segura em direção ao porvir.