Vladimir Polízio



Feliz intuição

29-06-2013

Escritores, diretores de cinema e de novela tem abordado, mesmo que sutilmente, assuntos relativos ao Espiritismo.

Alguns tratam desse tema com maior profundidade, trazendo à tona informações só conhecidas dos que estudam, dos que lêem.

Falar da vida pode ser matéria simples quando se aborda apenas o que se refere à matéria.

Escritores como Agatha Christie (1890-1976) e Maurice Maeterlinck (1862-1976), por exemplo, embora não se sentissem verdadeiramente espíritas, tratavam essa doutrina com respeito, naturalmente pelos créditos que ela oferecia à Humanidade. Em suas criativas histórias eram aproveitados os ricos ensinamentos que chegavam através de Allan Kardec, de maneira clara e inteligente. Há casos que ocorrem com os personagens das histórias policiais, como no caso do culto e astuto detetive Hercules Poirot (personagem de Agatha Christie), desenvolvendo diálogos especiais durante suas investigações, abordando assuntos da Doutrina dos Espíritos e até detalhes de reuniões mediúnicas.

Nas novelas, vez por outra, autores decidem pelo tema espírita, trazendo à tela das TVs fatos, acontecimentos, narrações, tramas, etc.., sobre fatos que estão estreitamente vinculados com a Doutrina Espírita.

Vamos elencar alguns trechos de vídeos, tanto de filmes como de novelas, relatando de forma interessante, ilustrativa, agradável e por que não dizer, muito instrutiva, a respeito de certos momentos que fogem por completo do controle terreno.

As imagens, embora produzidas, trazem uma sólida ideia, um panorama do que se passa no outro lado da vida.

Esses quadros apresentados tem como base os livros espíritas que compõem a literatura de instrução transmitida pelos Mensageiros do Além, especialmente O Livro dos Espíritos.

Na sequência deste trabalho apresentamos cinco vídeos com trechos especiais, que foram extraídos do filme “O pássaro azul” e da telenovela “Escrito nas estrelas”.


EM BUSCA DO PÁSSARO AZUL

Após reclamar aos pais da dificuldade econômica vivida em casa, a menina desculpa-se com a mãe pelo comportamento inconveniente e vai dormir. Em sonho, acorda com a presença de uma fada em seu quarto, que vai ajudá-la a encontrar o pássaro azul, símbolo da felicidade.


  • Veja o vídeo nº 3 – Em busca do pássaro azul


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    O RENASCIMENTO

    No filme “O pássaro azul”, de 1940, no trecho que se refere ao Reino do Futuro, há riqueza de detalhes do escritor Maurice Maeterlinck ao falar do processo de renascimento, onde aborda com suavidade os deveres e os compromissos assumidos ainda no plano espiritual. É uma amostragem de que nada ocorre no plano terreno, sem que haja um ascendente, uma força poderosa que a tudo governe.

    Observamos, também, aqueles compromissados com a Grande Lei que rege a vida, dentro dos parâmetros de causa e efeito, quando uma candidata ao renascimento encontra-se com as crianças que a visitam, e relata-lhes que fará parte do círculo familiar como irmã, em futuro próximo, mas que não poderá ficar por muito tempo junto deles, porque terá de regressar ao mundo espiritual.

    Mostra, ainda, corações que terão de separar-se, mesmo que momentaneamente, para que a Lei seja cumprida e os débitos ajustados.

    Na hora em que as criaturas são chamadas, uma certa menina, afoita pelo instante de nascer, corre em direção ao veículo especial que conduzirá todos ao destino, mas é lembrada pelo responsável com uma advertência de que “Sua hora ainda não chegou!”.


  • Veja vídeo nº 1 – O renascimento


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    A FORÇA DO PENSAMENTO

    A mensagem passada nesse trecho do filme, com base na história de Maeterlinck, de sua obra editada em 1908, é de que os pensamentos têm força, pois conseguiram tocar os avós da menina e do menino. As crianças se achavam em pleno cemitério e a menina, com medo, diz: “Acho que a mamãe tinha razão. Ela sempre disse que ninguém morre realmente”. Ao procurar a saída daquele lugar, pois era noite, os dois deram de frente com os túmulos dos ancestrais e ela, manifestando seu desejo, pondera: “Eu gostaria tanto que eles estivessem aqui com a gente!”. “Eu também”, respondeu o menino.

    E os destinatários, no caso os avós, são envolvidos pelo sentimento e quando encontram os netos, um especial diálogo se desenvolve, fazendo referências à contagem do tempo, à saudade, à lembrança, e “uma forma de felicidade” quando alguém está com a lembrança dirigida aos que partiram, uma vez que estes sentem como se o Sol voltasse a brilhar, em alusão ao fluidos que lhes foi dirigido.

    Esta é mais uma incógnita para muitas religiões cristãs, que ainda relutam em crer, aceitar ou reconhecer que os chamados “mortos” continuam a viver. Confiram o que o Evangelho diz: “O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito”, em João, 3, 6 e também que “...Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem” (Lucas, 20, 38). Muito bem define essa situação o escritor Monteiro Lobato (1882-1948): “Ao nascer ganhamos um cavalo – o nosso corpo. Só que, com o tempo, se o cavalo adoece e morre, pensamos que somos nós que morremos” (do livro Recomendado para quem acredita em espíritos, de Laerte Agnelli – GEEM).

    Há um trabalho neste site, com o título AGORA É A VEZ DA CIÊNCIA, sobre o avanço do estudo e resultados das atividades do cérebro, quando acionado pelo pensamento.

    Embora seja louvável a pesquisa e sua divulgação, o resultado não colheu de surpresa os espíritas, que já conheciam os efeitos do poder do pensamento, embora compreendam a necessidade de comprovação científica para o reconhecimento das afirmativas apregoadas pelos Espíritos a Kardec: “A ação da prece é uma transmissão do pensamento” (...) “Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na Terra ou no espaço, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som”(1).

    E André Luiz complementa: “Nossa mente é um núcleo de forças inteligentes. (...) A ideia é um ser organizado por nosso Espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção”(2) - “Sempre que pensamos, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença”(3).

    Allan Kardec, há mais de 150 anos afiançou: “O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se encontra na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação”(4).


  • Veja vídeo nº 2 – A força do pensamento


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    ENCONTRANDO A FELICIDADE

    Nesta fase, o trecho do filme configura o encontro do tão esperado “pássaro azul”, na própria casa das crianças, ou seja, ele sempre esteve ali.

    Cabe lembrar que a felicidade, via de regra, já está ao lado de quem a reclama, sob forma muitas vezes diferente daquela que o pretendente julga ou sonha encontrar. E, por não acreditar nisso, busca-se longe o que está muito perto.


  • Veja o vídeo nº 4 – Encontrando a felicidade


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    ESCRITO NAS ESTRELAS

    Escrito nas Estrelas é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo, em 2010.

    Neste trecho de um dos capítulos a cena está baseada na presença de certa pessoa, em espírito, no outro lado da vida, acompanhada de seu protetor, onde se encontra com os avós que, embora em outro plano na espiritualidade, ali compareceram para saudá-lo.

    Instrutivo e oportuno diálogo é registrado entre os personagens, que falam sobre a lei dos compromissos e responsabilidades, lembrando, na mesma conversa, a importância da boa conduta, para que os mesmos problemas não se repitam.

  • Veja o vídeo nº 4 – Escrito nas estrelas


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    (1) O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. São Paulo-SP – LAKE – Livraria Allan Kardec Editora, 1986 – Cap. XXVII nº 10.

    (2) Nos domínios da Mediunidade, de André Luiz, por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro-RJ – FEB - Federação Espírita Brasileira, 1999 – Cap. 1.

    (3) Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz, por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro-RJ – FEB - Federação Espírita Brasileira, 1995 – Cap. XI.

    (4) A Gênese, de Allan Kardec. Araras-SP – IDE - Instituto de Difusão Espírita, 1999 – Capítulo Primeiro nº 16.



    Vladimir Polízio
    polizio@terra.com.br

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