“Dois homens olham a mesma janela. Um vê a lama. O Outro vê as estrelas.”
Ao longo de nossa trajetória, existe uma lei que pode alterar os rumos de nossas escolhas, melhorar nossas vidas. Esta Lei chama-se OPORTUNIDADE.
Se nos sentimos satisfeitos com nossas escolhas, não precisamos nada fazer, mas se não estamos temos a obrigação de alterar nossas rotas.
Todo processo de evolução, nos mais avariados aspectos, experimenta periodicamente crises que nos levam à reflexão, e nasce desta as oportunidades de mudanças de paradigmas.
Diz Joanna de Ângelis “A crise existencial é uma forma de ruptura com o passado, com alguns desses substratos, proporcionando novos investimentos da inteligência e da emoção, a fim de surgirem outros patamares de apoio para as conquistas mais complexas da harmonia, que pressupõe equilíbrio, estabilidade, realização pessoal”.
Para o conhecimento ser aplicado de forma real dentro do entendimento da prática da vida do espírito, é necessário estabelecer novos paradigmas, que irão auxiliar no nosso crescimento e no nosso desenvolvimento espiritual.
A capacidade de nos harmonizar com os ensinamentos de Jesus, não ocorre de um dia para outro, não é uma transformação, e sim uma construção que devemos fazer quando decidimos O Caminho a Seguir.
Temos muitos exemplos de espíritos que, enquanto encarnados, em determinados momentos de suas trajetórias de vida, modificaram suas maneiras de pensar e agir, e muitas vezes estes momentos ocorreram como uma eclosão, reacendendo no espírito toda uma busca por novas realizações.
Quando assumimos o compromisso da reencarnação, todos nós, indistintamente, reencarnamos para realizar novas construções, tarefas que edifiquem nossos espíritos.
O que nos diferencia é a capacidade de realizar aquilo que nos foi proposto. O espírito espírita tem o conhecimento desse processo evolutivo, está a seu dispor o modelo a sustentar, a estimular, a conscientizá-lo da importância de se ter um livre-arbítrio mais racional, inteligente e responsável.
Devemos lembrar que por si só o conhecimento não modifica os intricados mecanismos elaborados na memória do espírito, principalmente se não houver a vontade de sairmos do nosso egoísmo.
Estamos diante de nossa grande luta que, ligada ao conhecimento, nos convida à Transição do homem apegado a um passado remoto, ao homem livre, que deve construir sentimentos que o libertem para seus verdadeiros valores.
Temos que por em prática em nossas vidas o uso das ferramentas de trabalho do espírito: Inteligência, Vontade e Pensamento.
Poucos são aqueles que, vendo a Luz, desejam se libertar, outros vendo a Luz se fazem de cegos, para não promover um estado espiritual que se traduza em crescimento.
A escolha é de cada um de nós...
Nota:- Este texto está baseado nos ensinamentos de Joanna de Ângelis no livro Encontro com a Paz e a Saúde, e no livro As Marcas do Cristo no caminhar do Espirito – Alzira Amui e Luciano Varanda.