“A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se enriquecem de paciência, renúncia e boa vontade.
De quando em quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.
Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.
Se és pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, como se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.
Os filhos são comparáveis a ‘tratos de terra espiritual’ que devolverás, invariavelmente, à Espiritualidade, na pauta da sementeira que lhes ofertes.
Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações quando te parecerem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade melhorando o teu lado mais necessitado.
O companheiro mais idoso, em toda parte, é o espelho do teu próprio futuro.
Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância, para que a experiência em família não se te desapareça no tempo, sem proveito para o grande caminho.
Quem não auxilia alguns não está habilitado ao socorro de muitos.
O lar é o porto de onde a alma se retira para o Além do Mundo e quem não transporta no coração o lastro da experiência cristã, dificilmente escapará de surpresas inquietantes e dolorosas.
Procura o Evangelho com todos ou sozinho.
Recorda que todo dia é dia de recomeçar.
Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isso mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.
Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações.
Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o ‘Vinde a mim...’
Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.”
Emmanuel/Chico.