Da Redação



MORTES COLETIVAS, SEGUNDO O ESPIRITISMO

16-02-2014
Por Aguinaldo de Almeida

mortes

Essas ocorrências, chamadas catastróficas, que ocorrem em grupos de pessoas, em família inteira, em toda uma cidade ou até em uma nação, não são determinismo de Deus, por ter infringido Suas Leis, o que tornaria assim, em fatalismo. Não. Na realidade são determinismos assumidos na espiritualidade, pelos próprios Espíritos, antes de reencarnar, com o propósito de resgatar velhos débitos e conquistar uma maior ascensão espiritual. O Espírito André Luiz, no livro Ação e Reação, afirma esses fatos: “nós mesmos é que criamos o carma e este gera o determinismo”.

São ações praticadas no pretérito longínquo, muito graves, e por várias encarnações vamos adiando a expiação necessária e imprescindível para a retirada dessa carga do Espírito, com o fim de galgar voos mais altos. Assim, chega o momento para muitos, por não haver mais condições de protelar tal decisão, e terão que colocar a termo a etapa final da redenção pretendida perante as Leis Divinas. Dessa complexidade de fatos é que geram as chamadas “mortes coletivas”.

Os Espíritos Superiores possuem todo conhecimento prévio desses fatos supervenientes, tendo em vista as próprias determinações assumidas pelos Espíritos emaranhados na teia de suas construções infelizes, aí, providenciam equipes de socorros altamente treinadas para a assistência a esses Espíritos que darão entrada no plano espiritual. Mesmo que o desencarne coletivo ocorra identicamente para todos, a situação dos traumas e do despertar dependerá, individualmente, da evolução de cada um. Estes fatos, mais uma vez André Luiz confirma: “se os desastres são os mesmos para todos, a “morte” é diferente para cada um”.

Caro amigo

Muita paz, com Deus presente em nossas vidas.

Aprendizes que somos do Evangelho de Cristo, falta-nos, entretanto, uma determinação pessoal para analisarmos, efetivamente, a verdadeira razão dos fatos aos quais somos chamados a presenciar.

Como lamentamos os acontecidos em Santa Maria, quando 248 jovens atravessaram, inopinadamente, a ponte que liga a morte da vida. Nas escrituras, encontramos o relato duma tragédia que levou Jesus às lagrimas ao saber do acontecido. O incêndio dum Circo em Niterói, muitos anos atrás, levou à morte mais de 500 pessoas, muitos idosos e também crianças. Meu tio, Ernesto Piazzetta, ficou vários dias ajudando na confecção de caixões, pois tinha o hobby da carpintaria, e estava lá na cidade, visitando a filha e o genro. Por tudo isso é que concordamos que não cai nenhuma folha de uma árvore, sem que não seja pela vontade de Deus.

Estejamos sempre preparados para ser levados por esse vento tão intenso, ou, para consolarmos aqueles que transitam pelo caminho cheio de pedras.

Particularmente, como já fiz 80 anos, tenho que estar preparado para esta última viagem, com a bagagem pronta.

Abraços, querido irmão.

Aguinaldo

Luz do Evangelho



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