Meus irmãos, tão amigos! Meus amigos muito mais do que irmãos...
Queria oferecer-lhes um jardim de margaridas ou lhes recordar da possibilidade de calar nossas dores com o canto de amor da nossa bendita benfeitora Dolores, a Maria dos nossos caminhos.
Um médium quando retorna à Pátria Espiritual se vê com as mesmas dificuldades, que um dia foi sentida na paciência dos espíritos amigos, que escreviam tentando consolar e esclarecer aqueles que se apresentavam para ouvi-los nos oportunos alvitres. Não há barreira física. Existe distância. É a Terra e suas sensações teimando na negação das impressões espirituais. Contudo, a palavra vai e vem, através da vinculação sem fio do pensamento. Mediunidade é ponte, oração é energia e o pensamento, veículo de translocação.
Acima de tudo, não podemos esquecer da finalidade dos nossos encontros de fé. Buscamos todos aprender com Jesus. O amor é a melodia da sublimação espiritual. Necessitamos aprender os enigmas do verdadeiro amor. A palavra escrita ou falada é veículo de transporte para a locomoção da força renovadora do amor. Não devemos idolatrar o fenômeno, esquecendo a sua real destinação. A função da tarefa e a ação mediúnica são a operacionalização do amor, do amor como vivência de fraternidade legítima.
O que desejamos, amigos? Muitos se aproximam do espiritismo, seduzidos pelo maravilhoso, e caçam diuturnamente o brilho fugaz dos fenômenos. Alguns, todavia, entendem que a mediunidade é escola do amor. Assim, buscam a oportunidade de cultivar as flores da ternura e do carinho, na beleza da sublime primavera que viceja, iluminando o jardim da solidariedade. Desejamos Amor... Muito amor! Amar sempre! Amar ainda mais... Eis a lição de ontem, que permanece útil e necessária. Aprendamo-la.
Meu coração escreve na singeleza do meu caminho de aprendiz. Sigamos, buscando a estrela do amor, a luz do eterno alvorecer. Ela irá inaugurar no coração do tempo novas primaveras...
Jesus nos abençoe.
(Mensagem psicografada pelo médium Jorge Bichuetti, na Casa da Cultura Espírita de Uberaba, na noite de 09-01-2014, Uberaba-MG)
De Limiar Espírita: Durante mais de 40 anos Celso de Almeida Afonso (1940-2013), atendeu incontável número de pessoas que recorriam à sua mediunidade para saber de entes queridos que haviam partido para o outro lado da vida. Incansavelmente Celso deu mostras de sua generosa atenção aos corações que o procuravam, especialmente no Centro Espírita Aurélio Agostinho, onde serviu com desvelo durante grande parte de sua vida.