Da Redação



26-11-2012

PRÁTICAS ESTRANHAS NOS CENTROS ESPÍRITAS

Vem muito bem a calhar o texto que segue, que foi extraído da revista Presença Espírita, de junho/2001, que por sua vez o estava reproduzindo do Editorial do Jornal Mundo Espírita nº 1400, de março/2001, de Curitiba-PR.

Oportuna e cabida a matéria veiculada no site Limiar Espírita, sob o título “Quem é o dono da verdade?”, pois que estamos vendo de fato e não de agora, a introdução de assuntos e práticas não pertinentes à Doutrina dos Espíritos.

Com o título acima, eis o texto:

“Espiritismo é a Doutrina dos Espíritos dirigida aos homens e codificada por Allan Kardec, que se encontra exarada nas cinco obras fundamentais, também conhecidas como obras básicas: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e a Gênese.

Movimento Espírita é o resultado do labor dos homens em prol da divulgação do Espiritismo.

Assim sendo, deduz-se com facilidade que o Movimento Espírita tem de estar consubstanciado na Doutrina Espírita, pois é em razão dela que existe.

Como célula essencial desse Movimento, encontramos a Casa Espírita, Instituição com funções bem definidas e, portanto, totalmente vinculada nos fundamentos doutrinários, junto da qual congregam-se os adeptos do Espiritismo para integrarem-se ao espírito de doutrina, promovendo aprofundamento intelectual no conteúdo da informação espírita de modo a poder corporificá-la conscientemente no seu comportamento moral e social, na jornada diária.

No entanto, o “Movimento Espírita cresce e se propaga, mas a Doutrina Espírita permanece ignorada, quando não adulterada em muitos dos seus postulados”, relembra o preclaro Espírito Vianna de Carvalho. Tal se dando, em decorrência daqueles que assumem responsabilidades diretivas, sem os necessários recursos culturais e doutrinários indispensáveis, por negligência ou até omissão de muitos dos seus membros, o que licencia a vigência em vários núcleos espiritistas de práticas estranhas e alheias aos objetivos e propostas do Espiritismo e das Casas Espíritas, dentre as quais citamos: CROMOTERAPIA, PSICOTERAPIA, MUSICOTERAPIA, HIDROTERAPIA, FITOTERAPIA, etc...

Não se entra no mérito da eficiência e bases científicas de tais terapias, algumas das quais vêm lutando por um reconhecimento acadêmico, profissional e social. Agora, inseri-la nas instituições espíritas como se prática espírita fossem, é medida de alto risco que desconsidera a grandeza indimensional do Espiritismo ao querer reduzi-lo à estreiteza de pontos de vista pessoais.

Quando se desejar trabalhar com CROMOTERAPIA, MUSICOTERAPIA e outras, que se faça dentro dos moldes legais, pagando os impostos, disputando com lealdade e abertamente os pacientes interessados no mercado profissional, mas, sem envolver as Casas Espíritas, utilizando-se de suas dependências, instalações, recursos financeiros da contribuição de associados para a manutenção da Casa, desviando os interesses daqueles corações que ali vão em busca do que a Doutrina Espírita, e tão somente ela, lhes pode oferecer.

O Espiritismo é Doutrina de educação, de higiene mental e moral. É o retorno do Cristo ao atormentado homem do século ciclópico da tecnologia, através dos seus emissários, renovando a Terra e multiplicando a esperança e a paz nas mentes e nos corações que lhe permaneçam fiéis.

A Casa Espírita é bendita escola de almas, ensinando-as a viver.

Espiritismo tem por objetivo a reforma moral do Homem.

A Casa espírita é um celeiro de esperanças na inquietude da noite das aflições, por ofertar a luz do Consolador.”

Afinal de contas onde está a lucidez do raciocínio que deve prevalecer em todos os momentos?


Lucélio Renato Duarte



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