Da Redação



25-05-2013

UM CASO ESPECIAL

Como é sabido, um médium recebe ou poderá receber mensagem, instrução ou orientação de espíritos, em qualquer idioma que não seja o seu.

Nesses casos, a explicação natural é que o médium já tenha tido, em vidas anteriores, proximidade ou afinidade com a respectiva língua empregada na comunicação. Mas os Espíritos também deixam claro que há casos, sim, que dado à necessidade da mensagem alcançar seu destino, em situações especiais, a transmissão acontece mesmo sem essa coerência. Vamos mais além, lembrando que há inúmeros registros de casos em que, mesmo com a ausência de mediunidade por parte de alguém no ambiente, o espírito que quer se comunicar, evidentemente para cumprir compromisso pessoal, torna-se visível materializando-se e realiza o seu desejo.

Vamos citar como exemplo o caso de certa pessoa que trabalhava numa empresa de ônibus em cidade do Interior do Estado de São Paulo, cujo veículo fazia o ponto final da linha no pátio da estação ferroviária.

Como o ônibus ficava estacionado por cerca de dez minutos, o cobrador e motorista desciam e aguardavam, fora do coletivo, o tempo passar.

E foi num desses momentos rotineiros, em plena luz do dia, que o cobrador, jovem mas adulto, espantou-se quando deparou com um homem, vestindo terno branco e de rosto familiar, vindo em sua direção. Tudo foi muito rápido.

Ao constatar de quem se tratava, emudeceu, abriu os braços e foi abraçado por aquela pessoa; um abraço breve mas forte.

Em seguida, aquele homem, ainda abraçado ao jovem mas afastando-se um pouco de seu rosto, disse-lhe num bondoso sorriso: - “Voltarei outra vez!”

Após despedir-se virou-se de costas e saiu, a passos largos, em direção à escadaria que cruzava as linhas do trem, sem deter-se e sem mesmo olhar para trás, desvanecendo por encanto enquanto subia, sob o olhar ainda atônito do cobrador, que chorava muito. Essa cena foi presenciada pelo motorista e pelo fiscal, surpresos com aquele encontro inesperado, sem compreendê-lo, ensejando desdobramento da parte deste último, na condição de encarregado do turno de serviço, homem religioso e íntegro, que decidiu relatar o caso em documento, à empresa.

O cobrador e sua mãe foram chamados para explicar o estranho fato ocorrido, uma vez que aquele homem de terno foi reconhecido como seu pai, falecido há mais de 10 anos de acordo com documentos arquivados na empresa, na qual o funcionário era tido como órfão de pai e arrimo de família.

Em mais duas outras ocasiões, próximas uma da outra, os novos encontros anunciados se sucederam.

Esse cobrador, com o tempo, buscou seu futuro por outros caminhos profissionais, levando consigo as impressões do inesquecível acontecimento em sua vida.

O que importa é que tanto o cobrador como o motorista e o fiscal não eram médiuns, na verdadeira acepção da palavra. Eles viram tudo o que se passou, testemunhando o que pareceu ser impossível, uma vez que lhes faltou a clareza de compreensão.

Estes casos são excepcionais, é verdade, mas acontecem com maior frequência do que se imagina. As pessoas é que se abstém de os comentar, devido a incredulidade, pessoal e dos outros, além do fato de que muitas vezes se desconhece o que acontece ao derredor, crendo que tudo o que ali está, é real.



Voltar para a página anterior / Voltar para a página principal