Caridade que anuncia os próprios méritos é serviço ameaçado pela vaidade.
Caridade que auxilia para furtar-se às obrigações do trabalho é inclinação à preguiça.
Caridade que se expressa para dominar o pensamento e a conduta dos outros é tirania de espírito.
Caridade que ampara com o objetivo de mostrar-se superior é fruto isolado em espinheiros do orgulho.
Caridade que pede remuneração é fonte poluída pelo fel da exigência.
Caridade que dá para receber é bondade com propósitos subalternos.
Caridade limitada aos familiares e amigos é tisnada de paixão.
Caridade que socorre e não perdoa é uma porta de ouro para a introdução à crueldade.
Caridade com repetidas lamentações é caminho para o desânimo.
Caridade que beneficia desesperando é inquietação e impaciência.
A caridade legítima jamais aparece concorrendo aos tributos da gratidão, nunca reclama, não se ensoberbece, não persegue, não se lastima, não odeia e nunca desencoraja a ninguém.
Se desejamos caminhar em companhia da Divina Virtude, cultivemo-la, em silêncio, no coração, à maneira do Herói do Amor Infinito que, para revelar-nos a caridade pura, entregou-se, confiante, à Vontade de Deus, pela morte na cruz.
Da obra Indulgência, de Emmanuel, por Francisco Cândido Xavie.
Antônio Sávio de Resende - Tonhão email’s: asavio921@uol.com.br; asavio@uaivip.com.br; asavio.fcvv@gmail.com; asavio13@uol.com.br;
"Não gaste impensadamente os seus dias na pregação desesperada de princípios renovadores que você mesmo tem dificuldade de abraçar. Corrijamos em nós o que nos aborrece nos outros e Jesus fará o resto pela felicidade do mundo inteiro" - Bezerra de Menezes.
Da obra Seguindo juntos, de Espíritos diversos, por Chico Xavier.