Magnetismo



23-07-2011

Qual a influência da agulha na acupuntura?

A grande dúvida que as pessoas têm é saber como uma simples agulha pode suavizar e até resolver problemas sérios, ao ser introduzida em partes previamente estudadas do corpo humano ou mesmo animal.

Na prática, a acupuntura funciona como se tivéssemos simbolicamente espalhado pelo corpo, uma rede constituída de fios condutores de energia, cada qual de uma cor, e individualmente destinados a uma finalidade precisa.

Cada vez que fosse introduzida a eletricidade em cada um desses fios, esse condutor se encarregaria de levar a energia até o seu destino final, cumprindo assim sua missão. Sempre de conformidade com o grau ou intensidade dessa energia, o objeto alvo a ser alcançado apresentará reação proporcional ao estímulo que lhe chega.

É assim com os meridianos do corpo que conduzem os fluidos equilibrantes aos órgãos que se quer restaurar. Por ocasião da introdução das agulhas nesses pontos vitais, o influxo magnético do operador (terapeuta) será aí concentrado e direcionado a alcançar o destino pretendido, através dessas vias de acesso – os meridianos, conforme figuras demonstrativas. Ainda de acordo com o exemplo dado acima, o resultado da harmonia ou da restauração do problema dependerá sempre do poder energético de quem atua. Quanto mais acentuado for o magnetismo, mais resultados positivos virão. As finas agulhas, com cerca de 5 cm de comprimento, penetrando 2 ou 3 milímetros na pele, por si só, não trariam solução alguma.

O fluido magnético não processa a cura, mas restabelece o bem-estar, cessando o mal.

No Ocidente a ciência médica sugere o entendimento de que essas finíssimas agulhas, quando introduzidas no corpo, provocam inflamação no tecido o qual, embora de proporção reduzidíssima, acaba ativando o cérebro que por sua vez reage com a produção e liberação de certas substâncias que irão atuar como analgésicas, anti-inflamatórias e antidepressivas, como, por exemplo, a endorfina, o cortisol ou hidrocortisona e a serotonina, hormônios que entrarão em atividade imediata, acabando por combater o mal, objeto do tratamento.

Dessa forma, com a rápida resposta do organismo, o incômodo ou a intensidade da dor tenderá a diminuir ou cessar, extinguindo o problema na opinião de alguns especialistas consultados, enquanto outros defendem teoria diversa.

Porém, é sabido que os ocidentais não levam em consideração os princípios científicos da medicina oriental, que trata com simplicidade e respeito as forças da natureza, extraindo-lhe os recursos em benefício de todos.

É conveniente salientar que na China, esse método aqui conhecido como ‘acupuntura’, é chamado de ‘acupuntura e moxabustão’ (ou moxibustão), pois congrega outros fatores coadjuvantes ao tratamento com as agulhas, como, por exemplo, a ‘moxa’(1) , acompanhado da ‘ventosa’(2) (conhecida também como ventosaterapia(3) ). A ventosa é aplicada em local inflamado e atua como estimulante, sugando e ativando o ponto considerado sem circulação sanguínea e, consequentemente, sem energia e, a moxa, também atua como forma de estímulo, aquecendo os pontos de acupuntura e reativando a movimentação do sangue e o retorno da presença energética.

No Brasil, a acupuntura é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina e por outros Conselhos da área médica desde 1995.

Pesquisas fundamentadas nos resultados práticos obtidos por parte dos pacientes que se sentiram recuperados dos problemas que os levaram a procurar essa medicina alternativa estão confirmando a credibilidade desse processo de cura. Como a acupuntura trata dos canais ou meridianos do corpo através dos princípios energéticos, nada tem a ver com a medicina tradicional, qual seja, a alopática, com a qual seus princípios não se identificam. Seu sistema de medicação é empregado largamente no combate da enfermidade, cujo respeito está crescente, face à comprovação da eficiência oferecida por essa prática milenar chinesa.

Porém, em respeito ao entendimento médico atribuído ao processo da acupuntura e aqui registrado, temos a considerar que esse método, a bem da verdade, data de mais de 5000 anos e teve seu berço na própria China.

A China, 3º país do mundo em extensão territorial e com uma população perto de um bilhão e quatrocentos milhões de habitantes(4) , preocupando-se com o detalhamento do comportamento humano, em termos de postura, cuidados, defesa, saúde, etc., observando em contrapartida a própria natureza e os animais, extraiu informações e resultados surpreendentes, já há alguns milhares de anos.

Essa antiquíssima atividade entre os orientais, especialmente no país de origem, tem base exclusivamente no magnetismo. E, diga-se sem esforço, que o emprego dos recursos comprovadamente eficazes da medicina chinesa, contribuiu sobremaneira para o bem-estar da qualidade de vida das pessoas em todo o mundo.

Obs: Embora a Medicina seja considerada por alguns uma técnica* e, por outros, uma ciência, convém ser lembrado o objetivo sagrado desse mister, quando pensamentos bem intencionados e iluminados voltam a atenção para a área da saúde física e mental, sem contudo esquecer-se da parte espiritual, que é uma realidade presente na vida material, que conta, também, com a presença dessa força abstrata que se chama magnetismo.


(1) Moxa: o emprego da moxabustão consiste em cauterizar os pontos de acupuntura a fim de regularizar a circulação da energia e estimular a função dos órgãos. Tem por objetivo dispersar, tonificar ou desobstruir o potencial energético.

(2) Ventosa: a ventosa é um método natural de tratamento que se utiliza da sucção provocada por pequenas cúpulas em locais específicos do corpo para promover uma melhor circulação do sangue e energia e para eliminar toxinas que vão se acumulando, restabelecendo o equilíbrio interno.

(3) Ventosaterapia: Medicina Tradicional Chinesa, Ilkay Zihni Chirali. São Paulo/SP. Editora ROCA Ltda., 2001.

(4) Pela estatística de 2010.


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