Magnetismo



18-07-2011

A Astrologia na vida do homem

Os astros mexem com a vida de todos os seres. Isso não significa que devemos cruzar os braços ao saber da influência de certos signos do zodíaco que não favorecem o desenvolvimento de interesses pessoais latentes. Como espíritos encarnados, embora o período do nascimento tenha vínculos fortes com amarras determinantes na postura humana, deve-se lutar contra esses tentáculos que tendem a facilitar condutas e favorecer resultados não aceitáveis. Fosse assim e a pessoa já estaria fadada ao fracasso, a partir do nascimento.

“As antigas orientações astrológicas têm a sua razão de ser. O campo magnético e as conjunções dos planetas influenciam no complexo celular do homem físico, em sua formação orgânica e em seu nascimento na Terra; porém, a existência planetária é sinônimo de luta. Se as influências astrais não favorecem a determinadas criaturas, urge que estas lutem contra os elementos perturbadores, porque, acima de todas as verdades astrológicas, temos o Evangelho, e o Evangelho nos ensina que cada qual receberá por suas obras, achando-se cada homem sob a influência que merece”. Essa foi a resposta dada à pergunta feita a Emmanuel(1), orientador espiritual de Francisco Cândido Xavier e que o acompanhou por mais de 70 dos 92 anos em que o médium esteve na Terra.

Emmanuel é claro ao falar sobre a influência astrológica na vida das pessoas. Como o magnetismo é fluido que exerce forte repulsão, atração ou domínio profundo, esse Benfeitor lembra: “O magnetismo é um fenômeno da vida, por constituir manifestação natural em todos os seres”. Ele lembra também: “A simpatia ou a antipatia tem as suas raízes profundas no Espírito, na sutilíssima entrosagem dos fluidos…” . Isso quer dizer que mesmo nascendo sob certo ascendente ou influência astral que arraste o indivíduo a tendências que lhe trarão dissabores, terá que se posicionar de maneira firme e decisiva, se quiser mesmo mudar. Ninguém está inclinado ao insucesso ou ao fracasso. São os desafios que se apresentam ao longo da vida.

Na verdade, qualquer tipo de mudança imposta dependerá exclusivamente do próprio interessado. A questão dos fluidos – presentes, como dissemos, em tudo – é importante para definir os desconhecidos motivos da aversão num primeiro plano, a considerar que as pessoas envolvidas podem nunca ter se visto ou conversado, dando a nítida impressão de que a intolerância psíquica registrada ocorreu de maneira gratuita ou por conta do mero acaso. Para todo comportamento estranhamente observado, não há dúvida de que há uma forte razão anterior ao momento.

“Toda antipatia conservada é perda de tempo, em muitas ocasiões acrescidas de lamentáveis compromissos. O espinheiro da aversão exige longos trabalhos de reajuste. Em várias circunstâncias, para curar as chagas de um desafeto, gastamos muitos anos, perdendo o contato com admiráveis companheiros de nossa jornada espiritual para a Grande Luz”(2).

Não é sem razão que Jesus conclamou os que tinham dívidas ou compromissos pendentes para que procurassem acertar-se com seus adversários ainda aqui na Terra.

Assim se expressou, na palavra de Mateus 5, 25: “Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho”. Se o Mestre assim se referiu, é bom refletir que aqui onde estamos é o local ideal para que todos os ajustes fluídicos aconteçam, independente de qualquer ajuda ou pressão externas. Eis uma das razões de nossa presença na Terra.

Não há como negar, portanto, a afinidade acentuada entre a astrologia e a vida na Terra, não só em relação aos semelhantes como também a tudo o que nela existe.

Quando é assegurado a cada um o que lhe cabe como quinhão ou compromisso em respeito à grande Lei de Causa e Efeito, é preciso compreender que o degrau ocupado por cada pessoa na Terra, não dispensa a luta pessoal para a conquista de melhor lugar para se posicionar, o que representa qualidade de vida e sua aparente tranquilidade.

Os mais diversos fatores devem ser levados em consideração, tais como o estado físico, espiritual e econômico vivido por essa pessoa. Esse conjunto está em sintonia com as vibrações planetárias, sob cujas influências vive desde o seu nascimento.

Portanto, discordar desse ponto leva ao entendimento de que não há governo algum que esteja no leme da embarcação do mundo, o que não é verdade. O importante é não se acomodar diante dos revezes que se apresentam, buscando sempre os benefícios de interesse, enfrentando as grandes lutas e as montanhas de dificuldades, objetivando o alvo a ser alcançado. Como não sabemos o dia e a hora que estão por vir, devemos empregar todos os esforços possíveis, pois o mérito está em vencer os desafios e disso não se tem dúvida. Os degraus que estão mais acima sempre irão proporcionar melhores condições de vida.

Todos nós estamos aptos a lutar bravamente contra os obstáculos, sejam eles pequenos ou grandes.

Consideramos esses empecilhos como espinhos que nos ferem, na medida em que com eles nos envolvemos. Porém, o tamanho e o veneno que cada um desses espinhos possui e que poderão nos incomodar durante a existência, estarão sempre diretamente relacionados com a proporção dos sentimentos invocados no momento da avaliação, pois somos os responsáveis pela sua verdadeira dimensão e gravidade, condição essa que varia de momento a momento. A importância que hoje atribuímos a certas coisas não será a mesma numa reavaliação futura, o que é natural.


(1) O Consolador, Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier. Questões 26 e 140. FEB. 15ª edição. Rio de Janeiro/RJ, junho de 1991.

(2) Entre o Céu e a Terra, André Luiz, por de Francisco Cândido Xavier. Capítulo 27. FEB. Rio de Janeiro/RJ, 1997.



TUDO É POSSÍVEL – O ‘IT’(1) DE CADA UM

Jamais poderá alguém dizer da impossibilidade de se ajustar a padrões diferenciados de comportamento.

Embora o homem tenha seu nascimento previamente estabelecido, estando a todo tempo sujeito à influência astrológica, que exercerá seu domínio sobre a conduta e modos de vida, nada impedirá, contudo, que se procurem meios de se modificar, lapidando as qualidades negativas, não obstante as dificuldades impostas por essas interferências naturais e entre as quais nascemos.

É importante observar a facilidade que se tem de falar da fome quando a mesa é farta ou sobre a morte com todos os entes queridos do lado ou próximos. Isso é muito cômodo, daí a razão de envolver-se profundamente com tais sentimentos para poder compreender a respeito, e, mesmo assim, apenas na teoria.

O que acabamos de ler representa que existirá, e sempre, uma possibilidade de mudança, qualquer que seja ela. Poderá até ser trabalhosa em razão da profundidade em que o hábito se encontra arraigado no íntimo. Mas daí a dizer que é impossível, não podemos concordar em absoluto.

A frase popular “pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto”(2), que exemplifica que não se pode endireitar um caule já estruturado e amadurecido, expressa-se de uma forma figurada, representando que as pessoas são o que são e não mudam. Quanto à impossibilidade de mudar, na prática, a bem da verdade, em qualquer momento é tempo de novos rumos, cujos hábitos antigos poderão ser rompidos quando o ato da vontade estiver presente. Para se tomar uma decisão pessoal, primeiro é necessário que se tenha o firme desejo de fazê-lo. Isso se chama livre-arbítrio, a liberdade de escolha de fazer ou não alguma coisa.


(1) Palavra de origem inglesa que significa ‘aquilo’, um quê, um certo traço, ou alguma coisa que fascina, encanta, atrai; magnetismo. (Dicionário Prático Ilustrado – Lello & Irmãos - Porto/Portugal).

(2) Música de Waldeck Artur de Macedo (Gordurinha).



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