Magnetismo



Presença magnética

Localização de água com a forquilha

25-12-2010

Esse é um dos variados recursos que são utilizados para a localização de lençóis freáticos. Quando da escolha de local para a perfuração do terreno a fim de garantir água à propriedade, esse sistema sempre funcionou com segurança, identificando a posição exata onde o trabalho poderá ser iniciado.

Muita gente, ainda nos dias atuais, procura encontrar esses especialistas, pela praticidade e garantia que eles oferecem para encontrar a água, um bem valiosíssimo, especialmente em área rural. Os que recorreram a esse sistema, em nenhum momento se arrependeram.

Comenta-se que quando esses adivinhos chegavam para o serviço, a desconfiança era notada de imediato no semblante dos que estavam ali esperando apenas pela indicação do ponto para começar a cavar.

O Sr. Bruno, de 83 anos, proprietário rural de uma área cultivada em município paulista é uma dessas pessoas que fazem parte desse pequeno e especial universo que atua na busca do melhor ponto para a abertura de poços de água. E começou a fazer isso há mais de 50 anos.

Na demonstração, usando uma forquilha de goiabeira, cortada e preparada na hora, começou a andar pelo terreno procurando o lugar perfeito, consistindo essa pesquisa numa lenta caminhada, sempre segurando suavemente o ‘aparelho’ com as duas mãos, aguardando o instante até que ele se manifestasse, momento em que a forquilha, acusando agitação, indicou que já pressentia o líquido.

Quando o ponto oferece as condições ideais que se procura, ou seja, quando a água sob a terra é localizada, a ponta da forquilha se inclina para o solo, alheia mesmo à vontade da pessoa que a conduz. Nesse momento, se ela estiver sendo segura com firmeza, poderá se quebrar ou machucar as mãos, pois o seu movimento é firme e progressivo; ela vai avançando até completar o giro.

Ao sintonizar a água, ligeira ardedura é sentida na palma das mãos seguida do tremor na varinha, representando que o líquido foi localizado.

Esse ‘equipamento’ empregado, a forquilha, dependendo do poder magnético do operador, que como se sabe varia de indivíduo para indivíduo, age com impulso muito forte, chegando a quebrar as extremidades se estiverem presas com muita firmeza - a parte que está em ‘v’ é a parte que fica nas mãos, exatamente a forquilha, podendo resultar em ferimentos, pois ela procede um giro de até 360 graus.

Para as pessoas que possuem essa energia magnética em pequeno grau, a forquilha ou outro recurso empregado, como hastes metálicas, galhos de eucalipto, de amora ou mesmo de erva-doce, apenas manifestarão ligeiro tremor, sensível ao operador e nem sempre perceptível aos olhos de outros que estão observando.

Ao ser-lhe perguntado sobre possível dieta que pudesse facilitar ou prejudicar sua capacidade magnética, o Sr. Bruno afirmou que não faz nenhuma restrição alimentar e nunca percebeu qualquer interferência nesse sentido, durante as variadas nutrições.

O Sr. Bruno nunca utilizou esse recurso para outra finalidade que não fosse essa, destinada à localização de água e sempre de forma generosa, gratuita.

Conta que às vezes até pode calcular a profundidade em que a água se encontra e a sua quantidade também, além do volume de escoamento que o ponto oferece, e sempre através da sensação oferecida pela ‘varinha’, que se mexe de acordo com a quantidade e proximidade do líquido com a superfície. Mas, como sempre teve receio de fazer essas previsões e ocorrer qualquer equívoco com o desencontro de suas informações, prefere apenas afirmar que ali tem o que se procura, a água, o que é um fato garantido, o que tem sido comprovado até hoje. “É só furar o poço e pronto”, diz.

O outro caso refere-se a Ademir Leite Silva, paulista de 52 anos, que não tem sua atividade profissional centrada na arte ligada aos efeitos magnéticos.

Sua aptidão foi descoberta pelo instrutor que lhe deu aulas quando participava de reunião num dos grupos da PRÓ-VIDA, na Capital de São Paulo. Em meio aos alunos da turma, em determinado momento, foi chamado para que se posicionasse à frente da classe.

O instrutor-sensitivo discorreu, então, sobre o que estava vendo em Ademir, que se mostrava com a aura enriquecida, denotando os traços desse dom.

A partir de então, pelo ano de 1985, Ademir constatou que de fato era capaz de detectar, por exemplo, a existência da água e ainda dimensionar a quantidade do líquido no ponto marcado, além de estabelecer a profundidade em que seria encontrado.

“A precisão nunca acontece” diz Ademir, “pois sempre que marco um lugar para perfuração, aviso que a água será localizada entre 140 a 160 metros de profundidade, por exemplo, com essa margem de tolerância necessária”, finaliza.

Ademir citou o exemplo de uma cidade do interior paulista.

Atendendo a pedido de um amigo, localizou em área rural o ponto exato para a perfuração de poço que daria cerca dois metros cúbicos de água por hora, a uma profundidade de 300 metros. Deve-se levar em conta a dificuldade do líquido na região, daí a importância maior de sua presença na propriedade. “Não deu outra”, disse. Perfurado exatamente o ponto marcado, a água foi encontrada com a abundância preanunciada.

Há um caso interessante, contado por Ademir.

Chamado para atender a necessidade de um amigo, que havia construído em local extremamente alto, em meio de uma montanha, Ademir percorreu os pontos do extenso terreno e marcou um local onde garantiu que ali seria encontrada a água.

O dono da propriedade contratou uma equipe e incumbiu-a do serviço, mostrando o local exato da perfuração. Porém, por comodidade ou confiança nas pessoas contratadas, deixou tudo por conta do grupo que se instalou na propriedade para cumprir a missão programada.

Passados alguns dias Ademir recebeu a ligação do amigo. Ao perguntar-lhe se tudo estava bem, respondeu que sim, mas com uma ressalva: a garantia que dera sobre a profundidade e a quantidade, não fora confirmada, mas mesmo assim estava satisfeito com a ajuda.

Ademir estranhou a notícia que recebeu e se comprometeu em retornar àquele local, para checar.

Qual não foi sua surpresa ao constatar que o ponto que havia sido marcado sequer fora mexido. A equipe que furou o poço preferiu fazê-lo em outro lugar, distante cerca de dois metros, de forma a facilitar o trabalho.

Com o serviço refeito e as orientações seguidas, tudo ficou de conformidade com o que havia sido conversado, ou seja, água e profundidade nas medidas anunciadas.

As fendas das rochas onde são localizados os veios de água são sentidas pela forquilha que são seguras com as duas mãos. “Tem que ser de madeira fresca, verde; não pode estar seca”, afirma; “A seiva é importante”.

Todas as vezes que está prestes a encontrar água sob a terra, quando está de posse da forquilha, Ademir sente formigar as pernas, cujo incômodo vai subindo para os braços acompanhado de intenso calor, até envolver o corpo todo, ocorrendo o desgaste físico, já que a energia se esvai ao se encontrar em atividade.

Não é somente com a forquilha que Ademir localiza a água.

Embora esse sistema seja o preferido, as varetas de metal em forma de “L” (conhecidas como aura-meeter), também são utilizadas. Nesse caso, quando a água é localizada, as varetas que estão seguras com ambas as mãos começam a virar feito hélice: é o momento do contato com o que procura, a água.


1. Veja vídeo do Sr. Bruno
2.
Veja vídeo-1 do Sr. Ademir
3.
Veja vídeo-2 do Sr. Ademir

Profissionais na área de prospecção(1) e jazidas

Pode parecer estranho, mas existem pessoas dotadas de alto grau de sensibilidade e grande poder magnético que são contratadas pelas grandes empresas que atuam na área de prospecção e perfuração de poços artesianos, para que pesquisem a área a ser trabalhada, de modo a facilitar a busca do melhor local para o trabalho com as máquinas.

Essas pessoas, com os recursos de que dispõem, deixam assinalados no espaço da propriedade contratante, os pontos que possuem menor custo operacional e maior fluxo de água. São profissionais que trabalham comercialmente e se deslocam a qualquer parte do país ou fora dele, com o intuito de garantir e facilitar à empresa, segurança nos trabalhos de perfuração.

Um desses profissionais, N.F., de São Paulo, trabalhou durante muitos anos percorrendo diversos Estados brasileiros na tentativa de localização de água e jazidas de petróleo. Chegava a viajar de helicóptero para essa finalidade. Faleceu em 2006 aos 84 anos.

De acordo com empresas que o contrataram, mas na busca da água através de ricos lençóis freáticos, afirmaram que o Sr. N. sofria muito depois de cada pesquisa, pois o desprendimento de energia de seu corpo era acentuado, forte, o que o deixava debilitado.

N., a exemplo de outras pessoas dotadas desse dom, não só afirmava a localização da preciosidade, como também sua profundidade e a intensidade do fluxo, tudo isso sendo possibilitado pelo elevadíssimo grau de magnetismo de que era portador.

Cada cansativo trabalho de pesquisa lhe rendia dias de repouso, com alimentação adequada ao reerguimento orgânico e equilíbrio físico, tal a exaustão a que chegava ao término de uma etapa empreendida. Diz a família que, devido ao desgaste acentuado que essa atividade lhe provocou, enfraqueceu-se demasiadamente, não lhe sendo possível a reabilitação da saúde.


(1) Prospecção: conjunto de técnicas relativas à pesquisa, localização precisa e estudo preliminar de uma jazida mineral ou petrolífera.

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