Magnetismo



06-10-2010

Magnetismo humano (animal ou anímico)


EMPREGO DA FORQUILHA

AURA MEETER (ou vareta)

É pelo nome de magnetismo que ficou conhecida a emanação do corpo humano, cuja intensidade é variável de pessoa a pessoa. Não convém esquecer que essa emanação irradia de todos, e também em graus variados.

"Desde o século XVI designa-se por esse nome uma propriedade radioativa da individualidade humana. Os animais, os vegetais, os minerais manifestam uma propriedade análoga. A palavra magnetismo foi primitivamente usada pelos teóricos da imantação estudada em física" .

Embora o magnetismo remonte às eras primitivas, passou a ser examinado com mais respeito e interesse a partir do século XVIII, por Mesmer.

Naquele tempo o hipnotismo era empregado no alívio de vários problemas relacionados com a saúde, e também apresentado publicamente como diversão. Hoje, deixou de ser espetáculo nos palcos de circos, teatros, e outras exibições do gênero, onde nem sempre se respeitava aquele que se propunha a oferecer-se ao hipnotizador, para a alegria e divertimento da plateia.

No Brasil, desde 1961, através de Decreto Federal, foi dada condição especial à hipnose, que somente poderá ser praticada por médicos, dentistas e psicólogos, quer em pequenas cirurgias ou mesmo na recomposição psíquica, reprogramando o subconsciente quando se quer introduzir novo conceito sobre comportamentos e atitudes, desde que possível.

Mas foi com esse título, ‘hipnose’, que a Ciência aceitou e regularizou em seu meio a presença do magnetismo, essa força espetacular que cada um traz consigo em graus sempre variáveis.

Os estudiosos afirmam com segurança que, normalmente, a emissão do fluido magnético é mais ativa e mais abundante nas extremidades dos dedos, nas palmas das mãos e dos pés, e nos olhos.

Também a prática eficaz da acupuntura tem suas bases assentadas no princípio do magnetismo, em toda a sua extensão, como será visto em ocasião oportuna.

O Espiritismo trata com muita propriedade, a existência de forças paralelas que interferem na vida não só do homem, mas na do próprio planeta Terra. Não há como separar coisas intrínsecas, isto é, que vivem em harmonia constante, como o homem e a natureza.

No livro A Gênese , em que o Espiritismo aborda e esclarece os mitos que alguns credos amparam com o nome de milagres e predições, é assim mencionado sobre as forças vivas da natureza sobre a matéria:

“Há um fluido etéreo que preenche o espaço e penetra os corpos; esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres. (...) Essas formas múltiplas, indefinidamente variáveis segundo as combinações da matéria, localizadas segundo as circunstâncias e os meios, são conhecidas, na Terra, sob os nomes de gravidade, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade ativa; os movimentos vibratórios do agente são conhecidos sob o nome de som, calor, luz, etc...”. Incontestável é essa existência, bastando apenas observar aquilo que muitas vezes por ser desconhecido e não ter explicação natural, é levado em conta como pertencente a fatos estranhos, quando não na esfera do prodigioso, do milagre.

É esse magnetismo animal (ou anímico) que oferece os fatos e justifica as incontáveis ocorrências que nos rodeiam, sempre vistas com assombro por parte dos que nada sabem a respeito.

Não se esquecer de que, se a inteligência de uma pessoa nada tem de semelhante a qualquer outra, também a força magnética não será igual entre os que a possuem.

Como cada um tem sua própria personalidade e, por conseguinte, seu caminho particular, a influência dessa força está ligada unicamente ao ser, e não à sua capacidade intelectual, profissional, ou sua conduta religiosa.

Para se ter uma ligeira ideia do que foi a batalha dos que acreditaram e trabalharam para provar que não se tratava apenas de uma teoria desprovida de fundamento, o que veremos a seguir foi um acontecimento que deixou perplexos os que presenciaram a firmeza com que o Barão Du Potet se posicionou sobre o valor e a importância do magnetismo.

No decorrer de um processo a que foi submetido na cidade francesa de Montpellier, o Barão Du Potet, ao pronunciar-se, falou num dos trechos de sua defesa:

“A Natureza oferece um meio universal de curar e preservar os homens. A Faculdade de Medicina não quer que isso seja verdade; (...) Todo o meu crime é ter solicitado o exame público, não de uma doutrina, mas de simples fenômenos que os sábios de vossa cidade ignoram. (...) Condenar-me-eis por tal fato? Condenaríeis Paganini por ter arrancado sons novos do seu instrumento? O abade Parabère porque a sua organização lhe faz encontrar mananciais? (...) Em que sou mais culpado do que eles? (...) Grande número de sábios crê honrar-se grandemente, rejeitando sem exame as coisas novas. O tempo, no seu curso, dar-lhes-á severa lição. Um dia o magnetismo será a glória das escolas, os médicos empregarão os processos que atualmente condenam. (...) Finalmente, não se pode impedir de proclamar uma verdade. Calar-se, porque esta verdade pode ofuscar certos espíritos prevenidos ou retardatários, é, na minha opinião, mais do que um crime: é uma covardia” .

Vale lembrar as palavras de Kardec:

“O magnetismo é uma força natural, e que, diante das forças da Natureza, o homem é um pigmeu semelhante a esses cãezinhos que ladram, inutilmente, contra o que os assusta” .

Pouco mais de um século depois, o que se vê já não é mais o mesmo conceito de outrora, não obstante os ajustes convenientes para que a devida aceitação se acomode a pleno vigor, em meio à prática da restauração dos problemas de saúde.



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