Magnetismo



Psicometria - o fluido em ação

16-10-2010

Uma vez que todos os corpos possuem seu revestimento pleno de energia, de magnetismo, é possível ao sensitivo – que é o médium com a capacidade extra-sensorial pertinente – captar as sutilezas ali impregnadas e que poderão se traduzir em informações significativas.

Tal estudo consiste em oferecer condições de aferição, qual seja, de medição das formas-pensamentos que estão envolvendo o objeto da pesquisa, seja ele qual for. Essas emanações conduzirão o sensitivo a captar as informações ali retidas, podendo então apreciar a personalidade de seu detentor e outros detalhes de interesse.

Quanto maior tempo a pessoa estiver de posse desse objeto ou quanto maior for sua devoção ou apego ao referido foco da atenção, maior serão os vestígios que o envolvem.

Em Espiritismo, a identificação de pessoas por meio de objetos e através do sensitivo, dá-se o nome de psicometria.

A cadeira, as chaves, o banco do carro, a bolsa, enfim, tudo o que fique por certo período de tempo em contato ou em poder de alguém, conterá os fluidos desse alguém impregnados nesse objeto, que poderá passar despercebido, mas não para o sensitivo de grau apurado.

Alguns casos interessantes estão registrados na literatura espírita e dão suporte ao caráter investigativo da presença fluídico-magnética no objeto alvo.

Por exemplo, se certa pessoa apresentar uma caneta e repassá-la para o sensitivo, pedindo-lhe para que desvende a quem pertence, os que não acreditam no fato poderão dizer que ao entregar a caneta, o responsável pelo ato pensou no proprietário e, uma vez que o mentalizou, obviamente criou em seu campo de ação mental a imagem da pessoa que detém ou deteve sua posse e lhe era conhecida, e o sensitivo, por sua vez, captando esses sinais, facilmente identificaria o dono da caneta. Essa é uma situação que poderá até ocorrer.

Mas, há casos em que isso não é possível, pois não se conhece a quem pertence ou pertenceu tal objeto, e a identificação é procedida com minúcias.

Via de regra, a referência que se emprega para apresentar casos considerados especiais é a figura de Francisco Cândido Xavier, médium mineiro que esteve na Terra entre 1910 e 2002 e que possuía todas as faculdades mediúnicas afloradas, destacadas o suficiente para ouvir, ver, compreender, conversar, pressentir e atender os Espíritos durante todos os dias de sua vida, condição essa extremamente rara, concentrada numa só pessoa.

Alguns episódios foram tornados públicos. Dentre eles, apresentamos dois que tiveram a participação de Chico Xavier, através da psicometria, quando pode avaliar informações preciosas que estavam arquivadas de há muito tempo em dois diferentes objetos: uma velha espada militar e uma joia originada de duas alianças:


◙ “Jofre Teles , sobrinho do professor Cícero Pereira, retornando de uma viagem a Teófilo Otoni-MG, encontrou casualmente às margens do rio Mucuri, uma capa de couro com os restos de uma espada com uns 10 centímetros de lâmina enferrujada e ‘comida’ pelo tempo.

Um fenômeno interessante ocorreu, ao levar o achado para casa: sonhos terríveis com lutas sangrentas, soldados guerreiros, espadas e outras coisas mais.

Conversando com o Chico sobre o achado e mostrando-lhe, este pegou-a, e olhando-a rapidamente, disse: ‘Capitão Jofre, essa espada lhe pertence há muito tempo. Por volta de 1840, você era um Capitão da milícia mineira, lutou bravamente na cidade de Filadélfia, hoje Teófilo Otoni, durante a Revolução Liberal, foi ferido e a espada lá ficou!’.

Obviamente, como qualquer mortal ante tamanha afirmação, Jofre ficou surpreso e impressionado. Chico, ao vê-lo espantado, prosseguiu: ‘Na lâmina enferrujada está gravada sua insígnia de Coronel, há mais de 100 anos, a mesma que você usa na atualidade, como Capitão da Polícia Militar’.

O Capitão, regressando a Belo Horizonte, querendo se certificar do ocorrido, promoveu uma limpeza em regra do metal envelhecido e lá encontrou as duas palavras latinas que eram a sua insígnia: ‘Honor e Fides’. Aprofundou-se nas pesquisas do arquivo da Polícia Militar, encontrando seu nome e o grau de coronelato de que era portador na época”.


◙ Este outro episódio, também envolvendo Chico Xavier, faz referência a Arnaldo Rocha , personagem que foi casado com Irma de Castro Rocha (1922-1946) –, identificada no meio espírita como ‘MEIMEI’.

Quando Arnaldo estava noivo de MEIMEI, presenteou-a com um broche de ouro e ametista, que mandara confeccionar com um par de alianças que pertencera à sua mãe. Após a morte da esposa, Arnaldo ofereceu o presente ao Chico que, ao recebê-lo, disse-lhe em seguida: ‘Arnaldo este objeto tem histórias de sua querida mãe e de MEIMEI, conte-me’.


◙ Um detalhe não menos interessante é que Chico Xavier recebia centenas de cartas todas as semanas e algumas, ainda fechadas, após serem tocadas eram colocadas no bolso do paletó, para leitura posterior, pois continham vibrações especiais identificadas ao toque.


◙ Na sequência de informações envolvendo os fluidos, estes exemplos se passam em local onde móveis e outros utensílios antigos estão expostos para a venda, como nos conhecidos brechós ou mesmo nas lojas de antiguidades. A atmosfera fluídica dos antigos donos ainda é possível de se constatar, dado o apego envolvente com os objetos que não mais lhes pertence.

Isso não significa impedimento para a aquisição de coisas nessas condições, mas representa o que de real existe, pois não se trata de superstição e nem de mente fértil para ‘imaginar coisas’. São verdades que estão aí para serem conhecidas.

A espiritualidade se manifesta sobre o assunto oferecendo relatos com traços corriqueiros, já que podem acontecer em qualquer lugar e com qualquer um: “O pensamento espalha nossas próprias emanações em toda parte a que se projeta. Deixamos vestígios espirituais onde arremessamos os raios de nossa mente, assim como o animal deixa no próprio rastro o odor que lhe é característico, tornando-se, por esse motivo, facilmente abordável pela sensibilidade do cão” .

Em mais uma das instruções de André Luiz , fazendo citação a um desses locais acima citados, o Benfeitor esclarece: “Numa instituição como esta, é possível realizar interessantíssimos estudos. Decerto, já ouviram referências à psicometria. Em boa expressão sinonímica , como o é usada na Psicologia experimental, significa registro apreciado da atividade intelectual, entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contato de objetos comuns”. Mais além, o instrutor prossegue: “Todos os objetos que você vê emoldurados por substâncias fluídicas acham-se fortemente lembrados ou visitados por aqueles que os possuíram”.

Como foi observado, a emanação ou nuvem vaporosa que se forma à volta do objeto é vista por quem detém condições para apreciá-la, já que “As almas e as coisas, cada qual na posição em que se situam, algo conservam do tempo e do espaço, que são eternos na memória da vida”. Por conclusão óbvia “Cada objeto, então, pode ser um mediador para entrarmos em relação com as pessoas que se interessam por ele e um registro de fatos da Natureza...”, E completa: “As marcas de nossa individualidade vibram onde vivemos e, por elas, provocamos o bem ou o mal naqueles que entram em contato conosco”.

Neste último esclarecimento, quando é afirmado que o bem ou o mal é transmitido àqueles “que entram em contato conosco”, fica claro que o “contato” aqui referido está relacionado sempre com o padrão vibratório, qual seja, entre a mesma faixa de sintonia ou de frequência.

Nas questões de desinteligência, quando duas pessoas estão em discussão, pede-se que uma não desça ao nível da outra, que está em condição inferior, demonstrado pelo descontrole e destempero verbal, justamente para não vibrar na mesma sintonia pesada e desagradável. Antes, aguarda-se que ambas se mantenham em bom nível, presumindo uma conversa sem ofensa e sem agressividade. Nível é uma questão de posição moral e não de prestígio social.


“Nossas anotações, demonstrando o extenso campo da influenciação dos desencarnados, em todas as ocorrências da psicometria, não excluem, como é natural, o reconhecimento de que a matéria assinala sistemas de vibrações inferiores da Natureza, possibilitando as observações inabituais das pessoas dotadas de poderes sensoriais mais profundas, como por exemplo na visão através de corpos opacos, na clarividência e na clariaudiência telementadas, na apreensão críptica da sensibilidade e nos diversos recursos radiestésicos que se filiam notadamente aos chamados fenômenos de telestesia” .

Vladimir Polízio ----- polizio@terra.com.br
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