Magnetismo



Sintonia fluídica

Interferências ou influências

30-04-2011

Basta um pouco de atenção no que cada um faz, no que diz respeito ao comportamento, durante certo período de tempo, que as interrogações surgirão.

Como estamos tratando da questão do fluido, as respostas que precisamos para justificar uma série de fatos que sempre estiveram ao nosso lado, para não dizer conosco, aparecerão naturalmente.

Sem a participação fluídica que favorece ou dificulta a conversa, a aproximação, a amizade, etc..., todos esses casos que vamos conhecer seriam insolúveis, pois, para vislumbrar além dos limites estabelecidos pela psicanálise, há que se abrir as cortinas que limitam os planos físico e espiritual e saber que ferramentas serão necessárias empregar e como utilizá-las para o restabelecimento do equilíbrio.

Numa observação feita por Kardec sobre o magnetismo, já se nota que esse estado de empatia entre as pessoas, que vem a ser nada mais que a assimilação fluídica, é um fato permanente na vida de cada um.

Diz ele: “Das qualidades peculiares a cada fluido resulta uma espécie de harmonia a se unirem ou evitarem, uma atração ou repulsa, numa palavra: as simpatias ou antipatias que se experimentam, muitas vezes sem manifestas causas determinantes. Se nos colocamos na esfera de atividade de um indivíduo, a sua presença não raro nos revela pela impressão agradável ou desagradável que nos produz o seu fluido. Se estamos entre pessoas de cujos sentimentos não partilhamos, cujos fluidos não se harmonizam com os nossos, penosa reação entra a oprimir-nos e sentimo-nos ali como nota dissonante num concerto!”(1).

De fato, esse estado de animosidade que às vezes se traduz numa aversão inexplicável, e que acontece logo ao primeiro contato com alguém que lhe era estranho até aquele momento, justifica-se pelas peculiaridades do indivíduo em relação a essa outra pessoa, concernentes a fluidos ou vibrações.

Embora sejam feitas algumas observações com base nos ensinamentos espíritas, o magnetismo não deve ser confundido com Espiritismo, embora faça parte dele, uma vez que esse fluido está presente na própria atmosfera do globo terrestre, portanto está em tudo e em todos.

A GRAVIDEZ

Jesus disse “... se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” e “O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito, é espírito” João, 3, 3-6, então, não há o porquê desconhecer ou ignorar as possíveis e sérias interferências decorrentes dessa associação, mesmo temporária, que está intimamente relacionada durante os meses de gestação, seja no período integral ou parte dele.

Há que se pensar nessa delicada problemática que se constitui na presença de uma entidade (espírito reencarnante) integrando outro corpo (o da mãe), cuja possibilidade de interferência no psiquismo de quem recebe é um campo aberto a toda sorte de problemas.

André Luiz relata passagem a esse respeito, mostrando a influência magnética a que se sujeita a mulher, ao receber tamanho compromisso através da maternidade, sem que seja avaliada essa responsabilidade pela maioria das pessoas, que encaram a gravidez como causa puramente natural (e o é), sem levar em conta as consequências dessa simbiose, que é a associação de dois seres vivos, com personalidades distintas e que vivem em comum por um tempo, que poderá ser breve e tranquilo ou longo e penoso, dependendo das condições do espírito. O episódio que segue é resultante da luta pelo renascimento, da parte de quem precisa saldar pesados e dolorosas dívidas:

“ – A questão é sutil. A mulher grávida, além da prestação de serviço orgânico à entidade que se reencarna, é igualmente constrangida a suportar-lhe o contato espiritual, que sempre constitui um sacrifício quando se trata de alguém com escuros débitos de consciência. A organização feminina, durante a gestação, sofre verdadeira enxertia mental. Os pensamentos do ser que se acolhe ao santuário íntimo, envolvem-na totalmente, determinando significativas alterações em seu cosmo biológico. Se o filho é senhor de larga evolução e dono de elogiáveis qualidades morais, consegue auxiliar o campo materno, prodigalizando-lhe sublimadas emoções e convertendo a maternidade, habitualmente dolorosa, em estação de esperanças e alegrias intraduzíveis, mas no processo de Júlio observamos duas almas que se ajustam nas mesmas dívidas e na mesma posição evolutiva. Influenciam-se, mutuamente.

(...)

– É comum a verificação de exagerada sensibilidade na mulher que engravida. A transformação do sistema nervoso, nessas circunstâncias, é indiscutível. Muitas vezes, a gestante revela decréscimo de vivacidade mental e, não raro, enuncia propósitos da mais rematada extravagância. Há mulheres que adquirem antipatias súbitas, outras se recolhem a fantasias tão inesperadas quanto injustificáveis.

Em muitas ocasiões na Terra, perguntei a mim mesmo se a gravidez, na maioria dos casos, não acarreta temporária loucura...

(...)

– A explicação é muito clara. A gestante é uma criatura hipnotizada a longo prazo. Tem o campo psíquico invadido pelas impressões e vibrações do Espírito que lhe ocupa as possibilidades para o serviço de reincorporação no mundo. Quando o futuro filho não se encontra suficientemente equilibrado diante da Lei, e isso acontece quase sempre, a mente maternal é suscetível de registrar os mais estranhos desequilíbrios, porque, à maneira de um médium, estará transmitindo opiniões e sensações da entidade que a empolga.

– Afligia-me observar — lembrou Hilário, com interesse —a inopinada aversão de muitas gestantes contra os próprios maridos...

– Sim, isso ocorre sempre que um inimigo do pretérito volta à carne, a fim de resgatar débitos contraídos para com aquele que lhe servirá de pai.

(...)

– Estamos certos de que a ciência do porvir ajudará a mulher na defesa contra essa espécie de aborrecimento orgânico — asseverou o Ministro, com segurança —, encontrando definições de ordem fisiológica para tais conflitos, mas, no fundo, o desequilíbrio é de essência espiritual. O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos esses que nem sempre são aprazíveis ou facilmente suportáveis pela sensibilidade feminina. Daí, a razão dos engulhos(*) frequentes, de tratamento até agora muito difícil” (2).



(*)Náuseas, ânsias.

(1) Obras Póstumas, de Allan Kardec. Rio de Janeiro-RJ – FEB - Federação Espírita Brasileira, 1998 – Introdução ao Estudo da Fotografia e da Telegrafia do Pensamento.

(2) Entre a Terra e o Céu, de André Luiz, por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro-RJ – FEB Federação Espírita Brasileira, 1997 – Cap. XXX.


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