Carlos ou Carmine Mirabelli, nasceu na cidade de Botucatu, interior do Estado de São Paulo, em 02-1-1889 e desencarnou em São Paulo, em 01-5-1951.
Foram seus pais Luigi Mirabelli, pastor luterano, e Christina Scacciota Mirabelli, ambos italianos.
Com seus dons mediúnicos e magnéticos considerados elevadíssimos, Mirabelli foi taxado como louco e internado no Hospício do Juqueri(1), na Grande São Paulo, sob a responsabilidade dos Srs. Drs. Franco da Rocha e Felipe Aché.
Nesse hospital foi submetido a toda sorte de experimentos, ficando comprovada a veracidade dos fenômenos mediúnicos e físicos que chegaram às raias do belo e do maravilhoso. triunfando sobre os testes da comissão médica que foi obrigada a confessar que “...se o Sr. Mirabelli era louco, não deixava a sua loucura de ser genial...”.
Em transe, Mirabelli pintou dezenas de quadros, materializou espíritos, promoveu o transporte de flores e objetos, psicografou mensagens, levitou e fez levitar, desmaterializou-se junto à cadeira em que se achava sentado, surgindo em outra sala que estava próxima, mas fechada a chave, dentre outros incontáveis fenômenos realizados ao longo de seus 62 anos.
(1) O Juquery é uma das maiores e mais antigas colônias psiquiátricas do Brasil. Sua construção, projetada por Ramos de Azevedo, foi inaugurada em 1898 pelo psiquiatra paulista Francisco Franco da Rocha, como Colônia Agrícola de Juquery, sendo o local escolhido pela facilidade da implantação da pecuária, que era a forma adotada na época para o tratamento dos internos e também pela sua proximidade da linha férrea conhecida como Santos-Jundiaí, a antiga S.Paulo Railways. O Hospital chegou a ter cerca de 14 mil internos, pelo ano de 1968. O Dr. Franco da Rocha deixou seu nome ao próprio Município que hoje abriga o que resta do antigo Hospital Psiquiátrico de Jequery, que possui mais de 110 anos de história e distante apenas 25 Km da Capital paulista.