Agradece cantando, a Terra que te abriga. Ela é o seio de amor que te acolheu criança, O berço que te trouxe a primeira esperança, O campo, o monte, o vale, o solo e a fonte amiga... Do seu colo desponta a generosa espiga, Que te farta o celeiro e te rege a abastança, Dela surge, divino, o lar que te descansa A mente atribulada entre o sono e a fadiga. Louva-lhe a própria dor amarga, escura e vasta, E exalta-lhe o grilhão que te encadeia e arrasta, Constringindo-te o peito atormentado e aflito. Bendize-lhe as lições da carne humilde e santa... A Terra é a Grande Mãe que te ampara e levanta Das trevas abismais para os sóis do Infinito!...
Obs:Oscar do Amaral Ornelas.
Do livro Vozes do Grande Além, de Espíritos diversos, com Chico Xavier/Ed.FEB.