Calúnia – tormento vão
Em que a sombra se atropela.
Injúria é sempre razão
Daquele que está sem ela.
Enquanto houver sombra em nós,
Teremos angústias mil...
Só escultura acabada
Não mais reclama buril.
A vida tem, a rigor,
Duas lições a contento:
Quem não aceita a do amor
Recolhe a do sofrimento.
Triunfa, em qualquer lugar,
Quem conserva por dever
O hábito de calar
O que é preciso esquecer.
A quem te ofende na vida,
Coração, ama e perdoa!...
Terra magoada e ferida
Faz o pão que te abençoa.
Trovas recebidas melo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião na Comunhão Espírita Cristã, na noite de 10-12-1966, em Uberaba-MG.