O espírita antigamente, Nas visões em que me interno, Fosse na rua ou no lar Era muito mais fraterno. Os templos eram humildes Construções de alvenaria. Sob a luz da mesma fé, Tudo vibrava harmonia. Cultivava-se o respeito Pela Codificação. Hoje dizem que Kardec Necessita revisão. Nos artigos dos jornais, Sempre se tinha o que ler. Agora é o ataque mútuo, Provocando-se a valer... Até mesmo para o passe Inventaram novas formas. Dizem que a Doutrina é livre E vão prescrevendo as normas... Aos caminhos de quem serve, Chega a crítica mais cedo E, por isso, de ser médium Muita bemte anda com medo. Eu sei que lendo os meus versos Ainda alguém vai falar: - “Foi algum obsessor Que tomou o seu lugar...” De fato, os tempos são outros. O progresso é natural. Mas não percamos de vista A pureza original. Recordando, meus amigos, O que houve ao Cristianismo, Procuremos trabalhr Deixando tanto modismo. Aqui paro e vou cantando Na estrada que me conduz: Sou um “espírita de ontem”, Com Kardec e com Jesus.
Eurícledes Formiga viveu entre 16-6-1924 e 09-5-1983, e, como médium atuou no Centro Espírita Perseverança, em São Paulo-Capital.
Sua mediunidade floresceu já passava na maturidade.
Do livro Confia e Serve, de Chico Xavier e Antônio C. Baccelli/Ed.IDE.