O homem, no último dia, abatido em seu horto, Sente o extremo pavor que a morte lhe revela; Seu coração é um mar que se apruma e encapela, No pungente estertor do peito quase morto. Tudo o que era vaidade, agora é desconforto. Toda a nau da ilusão se destroça e esfacela Sob as ondas fatais da indômita procela, Do pobre coração, que é náufrago sem porto. Somente o que venceu nesse mundo mesquinho, Conservando Jesus por verdade e caminho, Rompe a treva do abismo enganoso e perverso! Onde vais, homem vão? Cala em ti todo alarde, Foge dessa tormenta antes que seja tarde: Só Jesus tem nas mãos o farol do Universo.Alberto de Oliveira (Antônio Mariano Alberto de Oliveira) nasceu em Palmital de Saquarema-RJ em 1959 e faleceu em 1937, em Niterói-RJ.