Alma exilada

(Auta de Souza)


Alma exilada da Mansão Divina,
Que choras no caminho tantas dores,
Não te afastes dos trilhos redentores
Em que cumpres estranha e dura sina...

Sorve em silêncio a taça de amargores
Que a ingratidão do mundo te destina,
Abençoando a prova que te ensina
A viver para o bem, por onde fores...

Eleva a Deus o coração contrito,
Contemplando entre as luzes do infinito
A morada celeste que te espera...

Ama, trabalha, crê, luta e porfia,
E encontrarás a paz de um novo dia
Onde a Vida é uma Eterna Primavera!


Auta de Souza – nasceu na cidade de Macaíba-RN, em 12-9-1876 e desencarnou em 07-2-1901. Deixou um livro: HORTO, Edição de 1900, prefaciado por Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Olavo Bilac).

Do livro Jardim de Estrelas, de Espíritos diversos, por Carlos A. Baccelli – Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier – Votuporanga-SP, 1997.



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