GRANDE ILUSÃO

(Martins Fontes)



	Pensei que a morte fosse o sono derradeiro,
	O limiar do nada, o abismo intransponível,
	A frustração suprema em torno do invisível,
	A presença do mal, agindo sorrateiro...

	Imaginei na morte a inércia indefinível,
	O caos que me tornasse a vida por inteiro,
	A inconsciência plena, o eterno cativeiro,
	Fenômeno real de todo irreversível...

	Quando deixei, porém, o corpo aniquilado
	E, livre, volitei no espaço deslumbrado,
	Agradeci a Deus, chorando de alegria...

	E compreendi que a morte é uma grande ilusão,
	Que a vida continua em outra dimensão,
	Por decreto de amor e de sabedoria!...





Do livro Jardim de Estrelas, de Espíritos diversos, por Antônio C. Baccelli – Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier” – Votuporanga-SP.


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