Pensei que a morte fosse o sono derradeiro, O limiar do nada, o abismo intransponível, A frustração suprema em torno do invisível, A presença do mal, agindo sorrateiro... Imaginei na morte a inércia indefinível, O caos que me tornasse a vida por inteiro, A inconsciência plena, o eterno cativeiro, Fenômeno real de todo irreversível... Quando deixei, porém, o corpo aniquilado E, livre, volitei no espaço deslumbrado, Agradeci a Deus, chorando de alegria... E compreendi que a morte é uma grande ilusão, Que a vida continua em outra dimensão, Por decreto de amor e de sabedoria!...
Do livro Jardim de Estrelas, de Espíritos diversos, por Antônio C. Baccelli – Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier” – Votuporanga-SP.