Mãe!

(Auta de Souza)

10-05-2015


“Ó minha santa mãe! Era bem certo,
Que entre as preces maternas estendias,
As tuas mãos sobre os meus tristes dias,
Quando na Terra – que era o meu deserto...

Nos instantes de dor, bem que eu sentia,
As tuas asas de Anjo de Ternura,
Pairando sobre a minha desventura,
Feita de prantos e melancolia...

Flor ressequida eu era, e tu o orvalho,
Que eu nutria, pobre e empalecida;
Era  a tua alma a luz da minha vida,
Meu tesouro, meu dúlcido agasalho!...

Ai de mim sem a tua alma bondosa,
Que me dava a promessa da esperança,
Raio de luz, de amor e de bonança,
Da escuridão da vida dolorosa...

E que felicidade doce e pura,
A que senti após a treva e a morte,
Findo o terror da minha negra sorte,
Quando vi teu sorriso de ventura!

Então senti que as Mães são mensageiras
De Maria, Mãe de anjos e de flores,
E mãe das nossas Mães cheias de amores,
Nossas meigas e eternas companheiras!...”
                                                             

Neste dia 10 de maio vibremos para que as mães possam receber do Alto o doce bálsamo da alegria da maternidade, da compreensão ante as mágoas dos desafios, da paz frente às requisições constantes, e do amor, ao abraçar com resignação o entendimento da vida, que exige muito mas nem sempre oferece recompensas na mesma existência!


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