Se procuras o Cristo Soberano
Por excelso refúgio às próprias dores,
Busca hoje e amanhã, por onde fores,
O torturado coração humano.
Desce ao vale dos grandes amargores,
Onde revelam sofrimento insano
A aflição, a miséria e o desengano,
Entre flagelos purificadores.
Desce à feição do Sol na noite fria,
Guardando a caridade por teu guia,
Ajudando e servindo cada hora...
E, ante a luz da Divina Primavera,
Encontrarás o Cristo que te espera,
Crucificado em cada ser que chora.
Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião na noite de 21-5-1957, em Pedro Leopoldo-MG.